
A cantora Sheila Oliveira que ja percorreu varios Paises tem sido levada por Deus, para falar de sua palavra e de seu amor através de suas lindas letras em forma de canções, e tem alcançado vidas onde recebem renovo e um encontro com Deus. Ela que está em Cataguases em uma turnê ja pela segunda vez passando por varias igrejas e denominações apresentando seus novos trabalhos. Confira a agenda da Cantora Sheila Oliveira na cidade de Cataguases e Região.
AGENDA: dia 26/10/2011 Congregação de Madureira do Bairro Granjaria ás 19:00hrs em cataguases
dia:27/10/11 Congregação de madureira em Aracaty ás 19hrs
dia:28/10/11 ASS.d Deus ministerio Belém em Tocantins ás 19hrs
dia:29/10/11 ASS.d Deus ministerio madureira(Catedral ) ás 8:00hrs da manhã
dia:29/10/11 ASS.d Deus ministerio madureira( Catedral) ás 16:oohrs
dia:29/10/11 ASS.d Deus Ministerio Madureira na cidade de Astolfo Dutra ás 19:00hrs
dia:29/10/11 ASS.d Deus Ministerio Missão (Cataguases -Vigilia) ás 22:00hrs
dia:30/10/11 ASS.d Deus Minsiterio Madureira 6° Aniversario da Igreja ( Sebastião Adolfo) ás 19:00 hrs
dia:31/10/11 Ass.d Deus Ministerio Madureira ( UBÁ) ás 19:00hrs
dia: 02/11/11 Ass.d Deus Ministerio Madureira ( Cataguases-Pouso Alegre) ás 19:00hrs
Contatos e Convites: 011-8086.2373(oi) 011-85761417(tim)
www.sheilaoliveira.jimdo.com
www.cantorasheilaoliveira.blogspot.com
facebook.com/cantorasheila.oliveira
Twitter:@cantorasheila
Pocket Show com a banda RADIOCAFÉ
dia 05/11/2011 (sabado) ás 20:30 na Casa de Cultura Simão
A banda Radiocafé atua na cena musical mineira há cerca de 7 anos, se apresentando em diversas casas de show do estado, bem como em festas universitárias e festivais de música.
Desde seu início a Radiocafé sempre teve a preocupação de mesclar durante os shows, entre seus covers, canções de autoria própria, onde podem ser encontradas influências de grandes bandas como Beatles, Radiohead, Oasis, entre outras como as brasileiras Cachorro Grande e Los Hermanos.
Ao longo dessa estrada, de muita dedicação e amor à musica, fidelizou uma rede de fãs que acompanha o trabalho da banda nos shows e nas ferramentas virtuais, tais como sites e redes sociais.
Ingresso: R$ 5,00 (à venda na Casa de Cultura Simão).
Classificação: livre.

Alexandre Ferreira(Diretor da Radio Melodia) e sua esposa Bruna Ramalho Ferreira
O Mercado publicitário evolui a cada dia. Novas Tendências e alternativas para o desenvolvimento de uma campanha publicitária surgem a todo instante. Pensando nisso, a Rádio Melodia FM de Minas Gerais, em Cataguases, já há Onze anos atuando no mercado Gospel, desenvolveu as Ferramentas necessárias para que o anunciante e público alvo possa interagir e para que ambos tenham satisfação e retorno em nossa programação. A Rádio Melodia de Minas leva até você ouvinte: jornalismo, cultura, música , programas sobre vida espiritual, serviços e dicas de saúde , além de muito lazer e o carinho que só a Rádio Melodia tem. Esse é o nosso diferencial. Confira! www.fmmelodia.com.br
O craque Zico estará em Muriaé na próxima segunda-feira (24). Ele vem inaugurar a escolinha de futebol do projeto “Escola Zico 10”, que já conta com um núcleo em Muriaé desde setembro. O ex – jogador e atual técnico da Seleção do Iraque chega ao Aeroporto Cristiano Varella ás 10h, de onde segue para o Teatro Zaccaria Marques, na Fundarte, para fazer uma palestra sobre a importância do incentivo ao esporte. Em seguida faz uma visita ao complexo esportivo e ao Campo do Porto.
Despertar o prazer de crianças e jovens para a prática de futebol, transmitindo conceitos fundamentais para o convívio em sociedade, como o senso de respeito, união e disciplina – este é o objetivo principal do projeto Zico 10. A iniciativa é fruto de uma parceria entre a Associação Zico – Fazendo a Diferença e a Prefeitura de Muriaé, por meio do Departamento de Esportes da Fundarte e da Secretaria de Esportes e Juventude de Minas Gerais.
O projeto oferece 100 vagas para atletas com idade entre 07 e 16 anos. Eles vão ter acesso às técnicas especialmente desenvolvidas por Zico para a aprendizagem do futebol, através de cursos ministrados por instrutores. Os alunos recebem, gratuitamente, todo o material esportivo (camisas, shorts, chuteiras, etc.) e não pagam nenhuma taxa, já que todos os custos ficam a cargo do Estado.
Por Interligadoonline.com
COMO AGIR NO PERÍODO DE CHUVAS
Desobstrua as calhas e ladrões.
Mantenha limpos os ralos, esgotos, galerias, valas.
Evite jogar lixo nas encostas e córregos. Isso aumenta o perigo de deslizamentos e enchentes.
Se puder, junte os vizinhos para retirar o lixo que já está lá. Peça ajuda a Prefeitura.
Não deixe que a água que sai de sua casa cair direto no solo. Faça valetas, dirigindo a água para um local próprio.
Retire entulhos dos quintais, áreas, becos, ruas, etc.
Faça aterramento dos buracos que acumulam águas.
Reforce ou escore muros e paredes pouco confiáveis.
Providencie a poda ou corte de árvores com risco de queda (procure a Prefeitura, IEF, Corpo de Bombeiros e CEMIG, no caso de iminente queda sobre fiação).
Não jogue lixo ou entulho nas bocas de lobo da rua, em córregos e rios.
Evite obstruir a passagem de água fluvial de sua divisa com o vizinho.
Evite armazenar grandes quantidades de alimentos, pois podem ser levados pelas águas ou entrar em processo de deterioração.
Providencie material de primeiros socorros e medicamentos usuais da família.
Incentive a criação de grupos de cooperação entre os moradores, em locais de risco.
Estabeleça contatos e maior relacionamento com pessoas residentes nas proximidades, mas fora do local de risco, que possam receber e guardar seu mobiliário ou abrigar família, em caso de inundação.
Procure conhecer, através da CODEMA (Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente)/Prefeitura de seu município, os abrigos e os meios de evacuação que serão utilizados em caso de calamidade.
Durante as chuvas mantenha um membro da família atento e vigilante ao nível de subida das águas, mesmo à noite.
Tenha sempre lanternas e pilhas em condições de uso.
Fique atento aos sinais de desmoronamento: cercas, árvores e postes inclinados, trincas e rachaduras nas paredes ou no chão, perto dos barrancos, degraus junto aos barrancos, muros e paredes ?embarrigados.
Não deixe as crianças brincarem em enxurradas à margem de córregos ou em beira de barrancos.
Fique atento aos sinais de inundação: a água do córrego sobe rapidamente (mesmo que não estiver chovendo). A água do córrego fica barrenta. Se isso acontecer, procure abrigo seguro até a Prefeitura tomar as providências. Se você tiver dúvidas, peça uma vistoria.
Não entre em pânico nem se arrisque tentando salvar móveis e objetos de valor. Sua vida vale muito mais.
Deixe o rádio ligado em estações locais. Pode ser útil à captação de mensagens de esclarecimentos ou alarmes.
Armazene água potável.
Mantenha os objetos de maior valor, os móveis e aparelhos, na parte mais elevada da casa.
Aparelhos elétricos quando molhados tornam-se perigosos. É melhor desligar a energia.
Mantenha as portas e janelas da casa sempre bem fechadas ou trancadas, assim que seja necessário o abandono, a fim de evitar a entrada de escombros e de animais peçonhentos.
Se notar que o nível da água está subindo, desligue a chave de luz.
Seja rápido na iminência de inundações, desabamentos e soterramentos.
Nos casos de maior gravidade (havendo muita infiltração, algum barulho estranhos, rachaduras nas paredes, etc.), abandone sua residência. É preferível perder bens à vida.
Quem mora às margens de rios e próximo a encostas também deve sair de casa. Procure manter a calma acima de tudo.
Providencie a evacuação do local e retirada das pessoas que ainda estão correndo riscos.
Se possível, providencie socorro às vítimas.
Transmita alarme aos vizinhos em caso de súbita elevação das águas.
Nas ruas, evite abrigar-se sob árvores. Elas atraem raios, assim como seus galho podem ferir. Cuidado ainda com as marquises: elas podem estar em péssimo estado de conservação e desabar.
Na iminência de ser levado pelas águas, procure agarrar-se em algum obstáculo ou subir em algum objeto flutuante.
As águas das enchentes são pesadas e violentas. Mesmo que você saiba nadar bem, não se arrisque em travessias ou brincadeiras.
Se seu mobiliário tiver de ser transportado para um abrigo, procure etiquetá-lo ou identificá-lo de alguma forma.
Estando de carro procure um local alto e espere o nível de água baixar.
Poças de água podem ocultar crateras ou buracos;
Evite andar ao lado de caminhões e ônibus; a marola provocada por eles pode inundar o seu carro.
Ao atravessar poças, mantenha aceleração contínua e evite trocar de marcha. Em hipótese alguma, a água pode entrar pelo cano de descarga.
Caso seja atingido pela enchente ficar atento com as crianças.
Colocar nas mãos e pés, sacos plásticos para evitar contato direto com a água poluída.
Não esquecer dos animais domésticos.
Desligar o relógio da energia elétrica.
Fechar o hidrômetro de água.
Deixar portas e janelas abertas.
Ficar atentos com possíveis bichos como: cobras, aranhas e outros bichos que vem com as águas.
Ajudar se possível o seu vizinho.
Essas ações podem salvar vidas, o melhor remédio é a prevenção.
Fonte: www.policiamilitar.mg.gov.br
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Desobstrua as calhas e ladrões.
Mantenha limpos os ralos, esgotos, galerias, valas.
Evite jogar lixo nas encostas e córregos. Isso aumenta o perigo de deslizamentos e enchentes.
Se puder, junte os vizinhos para retirar o lixo que já está lá. Peça ajuda a Prefeitura.
Não deixe que a água que sai de sua casa cair direto no solo. Faça valetas, dirigindo a água para um local próprio.
Retire entulhos dos quintais, áreas, becos, ruas, etc.
Faça aterramento dos buracos que acumulam águas.
Reforce ou escore muros e paredes pouco confiáveis.
Providencie a poda ou corte de árvores com risco de queda (procure a Prefeitura, IEF, Corpo de Bombeiros e CEMIG, no caso de iminente queda sobre fiação).
Não jogue lixo ou entulho nas bocas de lobo da rua, em córregos e rios.
Evite obstruir a passagem de água fluvial de sua divisa com o vizinho.
Evite armazenar grandes quantidades de alimentos, pois podem ser levados pelas águas ou entrar em processo de deterioração.
Providencie material de primeiros socorros e medicamentos usuais da família.
Incentive a criação de grupos de cooperação entre os moradores, em locais de risco.
Estabeleça contatos e maior relacionamento com pessoas residentes nas proximidades, mas fora do local de risco, que possam receber e guardar seu mobiliário ou abrigar família, em caso de inundação.
Procure conhecer, através da CODEMA (Conselho Municipal de Conservação e Defesa do Meio Ambiente)/Prefeitura de seu município, os abrigos e os meios de evacuação que serão utilizados em caso de calamidade.
Durante as chuvas mantenha um membro da família atento e vigilante ao nível de subida das águas, mesmo à noite.
Tenha sempre lanternas e pilhas em condições de uso.
Fique atento aos sinais de desmoronamento: cercas, árvores e postes inclinados, trincas e rachaduras nas paredes ou no chão, perto dos barrancos, degraus junto aos barrancos, muros e paredes ?embarrigados.
Não deixe as crianças brincarem em enxurradas à margem de córregos ou em beira de barrancos.
Fique atento aos sinais de inundação: a água do córrego sobe rapidamente (mesmo que não estiver chovendo). A água do córrego fica barrenta. Se isso acontecer, procure abrigo seguro até a Prefeitura tomar as providências. Se você tiver dúvidas, peça uma vistoria.
Não entre em pânico nem se arrisque tentando salvar móveis e objetos de valor. Sua vida vale muito mais.
Deixe o rádio ligado em estações locais. Pode ser útil à captação de mensagens de esclarecimentos ou alarmes.
Armazene água potável.
Mantenha os objetos de maior valor, os móveis e aparelhos, na parte mais elevada da casa.
Aparelhos elétricos quando molhados tornam-se perigosos. É melhor desligar a energia.
Mantenha as portas e janelas da casa sempre bem fechadas ou trancadas, assim que seja necessário o abandono, a fim de evitar a entrada de escombros e de animais peçonhentos.
Se notar que o nível da água está subindo, desligue a chave de luz.
Seja rápido na iminência de inundações, desabamentos e soterramentos.
Nos casos de maior gravidade (havendo muita infiltração, algum barulho estranhos, rachaduras nas paredes, etc.), abandone sua residência. É preferível perder bens à vida.
Quem mora às margens de rios e próximo a encostas também deve sair de casa. Procure manter a calma acima de tudo.
Providencie a evacuação do local e retirada das pessoas que ainda estão correndo riscos.
Se possível, providencie socorro às vítimas.
Transmita alarme aos vizinhos em caso de súbita elevação das águas.
Nas ruas, evite abrigar-se sob árvores. Elas atraem raios, assim como seus galho podem ferir. Cuidado ainda com as marquises: elas podem estar em péssimo estado de conservação e desabar.
Na iminência de ser levado pelas águas, procure agarrar-se em algum obstáculo ou subir em algum objeto flutuante.
As águas das enchentes são pesadas e violentas. Mesmo que você saiba nadar bem, não se arrisque em travessias ou brincadeiras.
Se seu mobiliário tiver de ser transportado para um abrigo, procure etiquetá-lo ou identificá-lo de alguma forma.
Estando de carro procure um local alto e espere o nível de água baixar.
Poças de água podem ocultar crateras ou buracos;
Evite andar ao lado de caminhões e ônibus; a marola provocada por eles pode inundar o seu carro.
Ao atravessar poças, mantenha aceleração contínua e evite trocar de marcha. Em hipótese alguma, a água pode entrar pelo cano de descarga.
Caso seja atingido pela enchente ficar atento com as crianças.
Colocar nas mãos e pés, sacos plásticos para evitar contato direto com a água poluída.
Não esquecer dos animais domésticos.
Desligar o relógio da energia elétrica.
Fechar o hidrômetro de água.
Deixar portas e janelas abertas.
Ficar atentos com possíveis bichos como: cobras, aranhas e outros bichos que vem com as águas.
Ajudar se possível o seu vizinho.
Essas ações podem salvar vidas, o melhor remédio é a prevenção.
Fonte: www.policiamilitar.mg.gov.br
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Qual Vereador de Cataguases se destacou em 2010?
Antônio Batista Pereira “Beleza”
Antônio de Souza Pereira “Boneco”
Eduardo Schelb
Fernando Medeiros Pereira”Fernandinho do Mercado”
Guilherme Valle de Souza “Guilherme da Faculdade”
João do Carmo Lima “Boiadeiro”
Jorge Luiz Vilela
José Hermaty da Veiga”Canecão”
Vanderlei Teixeira Cardoso “Pequeno”
Vicente de Paulo Dias”Vicente do Bemge”EM UMA NOITE DE GALA NA CIDADE DE CATAGUASES, O SENHOR MAJOR PM CLÓVIS DE PAULA PIMENTA RECEBEU O TÍTULO DE CIDADÃO HONORÁRIO DE CATAGUASES, DAS MÃOS DO VEREADOR GUILHERME.

EM UMA NOITE DE GALA NA CIDADE DE CATAGUASES, O SENHOR MAJOR PM CLÓVIS DE PAULA PIMENTA RECEBEU O TÍTULO DE CIDADÃO HONORÁRIO DE CATAGUASES, DAS MÃOS DO VEREADOR GUILHERME.
Por 146ª CIA ESP PM
DIA DA CASA DO POVO FUTEBOL CLUBE E SEUS TORCEDORES.
Numa cidade do interior com aproximadamente 70000 habitantes, o Vereador Garoa, foi o propositor do projeto de lei, que instituiu o dia da casa do povo F C, e de seus eleitores.
Comenta-se que o eminente vereador, para materializar o projeto de lei, tal a sua complexidade, levou quase uma semana pensando e fazendo consultas a importantes juristas da região, uma vez que o sinal verde foi dado, projeto foi levado a plenário, onde os demais componentes da câmara a exceção de alto e educador aprovaram o mesmo, ou seja, 8X2 a favor de Garoa.
Por tratar-se de um projeto altamente relevante para a população, nada mais natural, que os vereadores, Vacaria, Enfermeiro, Boneco de Pano, Viela, Copo, Peru, Feio e Garoa, depois de exaustivas discussões, tal a complexidade do mesmo, ficassem convictos, que a população os aplaudiria de pé, com emoção e lagrimas nos olhos, pois reconheceriam, que isto sim e trabalhar em prol dos menos favorecidos, e a favor do desenvolvimento da cidade.
Certamente os vereadores, Alto e Educador, a partir de seus votos contrários ao projeto, sem duvida serão vistos pelos seus pares, como políticos sem sensibilidade popular, distante dos anseios da população, enfim não exercem o seu mandato, para o povo que os elegeu.
Seria preciso, se coragem tivesse, que Garoa, fizesse uma sondagem junto à população, para saber a opinião dos que finalmente pagam o salário dos parlamentares, que sem duvida pode ser considerado um dos maiores salário/hora do mundo, para que seja decidido se devido à aprovação popular, a câmara fará um projeto por semana, para que no decurso de n meses todos os clubes do estado, quiçá do Brasil possam estar homenageados nesta fantástica cidade, tendo como propositor Garoa ou assemelhado.
É assim finalmente que se constrói uma cidade um estado ou um país, através de projetos consistentes, que geram emprego e renda, que aportam tecnologia, voltados ao desenvolvimento, Garoa, continue assim e quem sabe o futuro não lhe reservara cargos muito mais importantes.
CUIDADO: O POVO PÕE, O POVO TIRA.
Alfredo Loureiro
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Numa cidade do interior com aproximadamente 70000 habitantes, o Vereador Garoa, foi o propositor do projeto de lei, que instituiu o dia da casa do povo F C, e de seus eleitores.
Comenta-se que o eminente vereador, para materializar o projeto de lei, tal a sua complexidade, levou quase uma semana pensando e fazendo consultas a importantes juristas da região, uma vez que o sinal verde foi dado, projeto foi levado a plenário, onde os demais componentes da câmara a exceção de alto e educador aprovaram o mesmo, ou seja, 8X2 a favor de Garoa.
Por tratar-se de um projeto altamente relevante para a população, nada mais natural, que os vereadores, Vacaria, Enfermeiro, Boneco de Pano, Viela, Copo, Peru, Feio e Garoa, depois de exaustivas discussões, tal a complexidade do mesmo, ficassem convictos, que a população os aplaudiria de pé, com emoção e lagrimas nos olhos, pois reconheceriam, que isto sim e trabalhar em prol dos menos favorecidos, e a favor do desenvolvimento da cidade.
Certamente os vereadores, Alto e Educador, a partir de seus votos contrários ao projeto, sem duvida serão vistos pelos seus pares, como políticos sem sensibilidade popular, distante dos anseios da população, enfim não exercem o seu mandato, para o povo que os elegeu.
Seria preciso, se coragem tivesse, que Garoa, fizesse uma sondagem junto à população, para saber a opinião dos que finalmente pagam o salário dos parlamentares, que sem duvida pode ser considerado um dos maiores salário/hora do mundo, para que seja decidido se devido à aprovação popular, a câmara fará um projeto por semana, para que no decurso de n meses todos os clubes do estado, quiçá do Brasil possam estar homenageados nesta fantástica cidade, tendo como propositor Garoa ou assemelhado.
É assim finalmente que se constrói uma cidade um estado ou um país, através de projetos consistentes, que geram emprego e renda, que aportam tecnologia, voltados ao desenvolvimento, Garoa, continue assim e quem sabe o futuro não lhe reservara cargos muito mais importantes.
CUIDADO: O POVO PÕE, O POVO TIRA.
Alfredo Loureiro
Destruída a Casa da Rua Alferes
A Casa da Rua Alferes, casarão que remonta ao final do século XIX, situada na rua de mesmo nome, em Cataguases, está nos seus momentos finais.
A imobiliária que cuida dos interesses da família Carneiro contratou uma retroescavaeira e está demolindo a última parede e a base de sustentação (alicerce) do imóvel.
Estivemos no local e fomos informados pelo proprietário da imobiliária que estava demolindo com alvará da prefeitura e autorização judicial.
Quando dissemos que não havia autorização do IPHAN para a demolição, pois o imóvel está localizado dentro da poligonal histórica tombada, ele contra argumentou dizendo que a justiça já definiu que o órgão não tem “poder de polícia” e que dessa forma, não há necessidade da licença federal para por fim à Casa.
Vamos apurar a veracidade das informaçõs da imobiliária, antes de consumar o entendimento de que em Cataguases estamos, literalmente, entregue às baratas!
Fonte: e-mail enviado pelo vereador Vandeilei Teixeira (Pequeno)
Nota:
Parece que para a população e as “autoridades” locais, patrimônio histórico são somente as obras modernistas que existem em nossa cidade, quanto aos prédios antigos, não passam de “velharia” ocupando espaço de prédios.
É uma vergonha para Cataguases não cuidar de seu Patrimônio Histórico, a Casa da Rua Alferes era uma maravilhosa residência no centro da cidade, mas infelizmente, pelo descaso público, foi praticamente destruída.
Parabenizo os cidadãos de bem de nossa cidade como o vereador Vanderlei Teixeira que lutou pela preservação desta casa.
Necessitamos fazer algo para que a história de Cataguases não se perca no tempo, para que todos conheçam a Cataguases antes da chegada do Modernismo e saibam que nossa cidade tem muita história para contar e ser redescoberta.
Por Hermínio Sexto
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A Casa da Rua Alferes, casarão que remonta ao final do século XIX, situada na rua de mesmo nome, em Cataguases, está nos seus momentos finais.
A imobiliária que cuida dos interesses da família Carneiro contratou uma retroescavaeira e está demolindo a última parede e a base de sustentação (alicerce) do imóvel.
Estivemos no local e fomos informados pelo proprietário da imobiliária que estava demolindo com alvará da prefeitura e autorização judicial.
Quando dissemos que não havia autorização do IPHAN para a demolição, pois o imóvel está localizado dentro da poligonal histórica tombada, ele contra argumentou dizendo que a justiça já definiu que o órgão não tem “poder de polícia” e que dessa forma, não há necessidade da licença federal para por fim à Casa.
Vamos apurar a veracidade das informaçõs da imobiliária, antes de consumar o entendimento de que em Cataguases estamos, literalmente, entregue às baratas!
Fonte: e-mail enviado pelo vereador Vandeilei Teixeira (Pequeno)
Nota:
Parece que para a população e as “autoridades” locais, patrimônio histórico são somente as obras modernistas que existem em nossa cidade, quanto aos prédios antigos, não passam de “velharia” ocupando espaço de prédios.
É uma vergonha para Cataguases não cuidar de seu Patrimônio Histórico, a Casa da Rua Alferes era uma maravilhosa residência no centro da cidade, mas infelizmente, pelo descaso público, foi praticamente destruída.
Parabenizo os cidadãos de bem de nossa cidade como o vereador Vanderlei Teixeira que lutou pela preservação desta casa.
Necessitamos fazer algo para que a história de Cataguases não se perca no tempo, para que todos conheçam a Cataguases antes da chegada do Modernismo e saibam que nossa cidade tem muita história para contar e ser redescoberta.
Por Hermínio Sexto
ENTREVISTA EXCLUSIVA AO PRIMEIRO JORNAL COM ÊNIO MURILO , DIRETOR DA CIA. INDUSTRIAL(Atendendo pedidos de internautas)
Nós estamos na sede da Companhia Industrial Cataguases, e vamos conversar com um de seus diretores, Senhor Ênio Murilo, que irá trazer para nós a sua visão da empresa, da cidade, da região, do Brasil e até do mundo. O homem que acabou de me dizer que há mais de vinte anos visita o mundo todo, representando Cataguases, como ele mesmo diz, o nome da empresa é uma marca que ele se orgulha de manter, e que pelas suas andanças é claro que ele pode fazer uma avaliação de Cataguases, da região da Zona da Mata, de Minas Gerais e do Brasil em relação a tudo que ele vê aí fora.
Boa Tarde, Doutor Murilo. Queria agradecer ao senhor por nos receber aqui no meio dos seus afazeres, em uma tarde aqui, e conversar conosco. Nós estamos conversando já há um tempo, mas eu acho que é o momento que a gente pode dar início a essa entrevista. O senhor trabalha como diretor na Companhia Cataguases há alguns anos, certo?
Senhor Ênio Murilo: – Certo, certo.
A sua área é a área comercial?
Senhor Ênio Murilo: – Comercial.
Por isso o senhor visita vários países. Quantos países o senhor imagina já ter visitado?
Senhor Murilo: – Nós, hoje, trabalhamos com vinte e dois países. De visita passaram de trinta.
E visitas quase que periódicas, não é?
Senhor Ênio Murilo: – Periódicas de avaliação, não é, e investigações.
Certo. Hoje o senhor coloca a Companhia Cataguases em que patamar, vamos dizer assim, em termos do seu avanço comercial sobre estes países?
Senhor Murilo: – Bom, é muito difícil falar do setor que a gente atua, porque têxtil é uma enormidade. Têxtil vai no sofá da sala, na cortina da sala, no pano de prato da cozinha, na roupa de cama onde a gente dorme, na camisa que veste. Então é uma amplitude muito grande. Mas se nós focalizarmos dentro do vestuário, que é o nosso grande alvo, nosso grande foco, indiscutivelmente na América Latina, como um todo, a Cataguases é a maior e mais importante empresa de tecidos, panos leves, da camisaria. Agora a nível mundial, é claro que seria covardia comparar com os asiáticos, nossos amigos/inimigos amarelos, que não tem dúvidas, chineses, Singapura, Twain, Vietnã, Tailândia, são países hoje que dispararam e praticamente se responsabilizam por 70 a 75% do consumo mundial, é abastecido por países asiáticos.
Em termos de qualidade, como é a Cataguases? Qual é o nível dela?
Senhor Ênio Murilo: – Ela só não se nivela aos tradicionais, aos clássicos italianos, portugueses, austríacos, suíços porque não existíamos há 500 anos e não tivemos o privilégio de existir a 1000 anos, como os italianos, geniais criadores, então por esse motivo, eles ainda, nós não conseguimos chegar lá por uma questão de inovação, uma questão de genialidade artística desse povo. Em termos de Ásia, nós não temos nada, nós somos equiparados ao mesmo nível de qualidade de qualquer outro produtor mundial. Só perdemos para estes países em que a genialidade da criação era uma coisa de DNA, de muitos anos.
Certo. Em termos do equipamento…
Senhor Murilo: – Igual, igual, igual, igual. Eu vim da China semana passada, e fomos visitar cinco empresas. Eu pude verificar que em três casos a Cataguases tinha um equipamento mais moderno do que eles. E em dois casos, sim, sem dúvida, eles tinham equipamento de 2003 com a planta totalmente lava, e nossos equipamentos são de 2000, final da década de 90. Mas, com uma diferença, nós temos uma empresa de fiação, por exemplo, que é um tamanho razoável 30 mil fusos, temos 350 ti ates, e essas mesmas empresas, com tecnologias mais modernas, mais novas, mas a grande diferença não tá nestes três anos mais novos. Umas das empresas tinha 450 mil fusos, contra os nossos 33, ou seja, 25 vezes mais. E tinha uma sala de 450, em uma das salas tinha 900, em outra das salas mais 800. Então os tamanhos que rodeiam os asiáticos hoje, são tamanhos que não cabem na nossa cabeça. Não importa se isso foi patrocinado pelo governo, mas foi bem patrocinado e está produtivamente gerando riquezas.
E o operário?
Senhor Ênio Murilo: – Totalmente alinhado, até se não, muito melhor que muitas empresas do Brasil. Nós sabemos que temos empresas e empresas, nós não podemos ir em São João Del Rei ou ir lá no nordeste brasileiro, comparar as muitas empresas que existem com a nossa proposta. A Cataguases está em um estágio um pouco mais evoluído, não é, inclusive socialmente. Mas, se formos a China é igual, todos os funcionários tem uniformes, todos os funcionários, deu o sinal, eles vão para a cantina, onde eles vão tomar refeições. Muitos deles, com as condições de geografia da China, moram ao redor da fábrica, então tem o conjunto de apartamentos onde eles podem morar. E todos eles na hora da saída tem sua moto, e vão gozar do mesmo beneficio de um Mac Donald’s ou de um Kentucky Frite Chicken, que não há em uma cidade como Cataguases, e o interior da China está lá, ostentando. E nós, em Cataguases, não tenhamos aí, talvez, um Mc Donald’s para os nossos funcionários freqüentarem. Então, essa questão é absolutamente ultrapassada no respeito e na dignidade do operário.
Certo. A instalação da Cataguases beneficia ou pode atrapalhar em algum momento a logística da Globalização geográfica?
Senhor Ênio Murilo: – Olha, eu diria que não. A questão da localização geográfica, desde que o mundo evoluiu em fretes, em moldais de logística, este custo, este vetor frete só continuou caro aqui no Brasil. Você pode mover mercadorias com containers e com velocidade jamais imaginadas. Então o fato de estar em Cataguases não altera, ou não nos prejudica, melhor dizendo. Eu diria que o fato de estar no Brasil sim, esse é crucial, esse é mortal. Onde nós temos um custo de que a cada 100 reais que o funcionário leva para casa, a empresa pagou 110, entre várias taxas, encargos e custos instituídos pelo governo brasileiro.
Certo. Que não tem na China? A sua empresa, os senhores preferiam dar 150 pro seu funcionário a ter que dividir com o governo o salário dele.
Senhor Ênio Murilo: – Nós nem diríamos tanto, entendeu? Com certeza prazer seria, porque não esta neste momento sendo avaliado como discussão, ou perda da guerra. Nós temos mais jogo de cintura, mais criatividade como na nossa cultura. Mas eu vou detalhar, nós preferimos dar até 200 ao nosso funcionário, mas que o governo assumisse essa consciência, da sustentação pública de saúde digna, ou da sustentação até mesmo desses benefícios todos que eles criam, de forma toda indireta, mas tirando das empresas, impondo custos adicionais. E que não tem o menor sentido a longo prazo, porque isso se perde. Ou direto, como eles, chineses, pagam direto aos seus funcionários. Então eu diria que não faz a menos diferença, faz diferença sim é quando você vê que no Brasil é dez vezes mais caro você liberar uma mercadoria no porto de Santos do que é em kindau, perto de Xangai. Então, aí sim faz diferença de coisas estruturais, de valores estruturais. O custo rodoviário no Brasil é um absurdo, por que é o mais caro combustível do mundo. Enquanto na China a gasolina R$1,40 , no Brasil custa R$2.65 no cartel de Cataguases.
Senhor Ênio, nós estávamos conversando a pouco sobre cultura, e o senhor falou da diferença da cultura do Brasil e a cultura, o senhor até exemplificou da Índia. O senhor poderia repetir isto para mim?
Senhor Ênio Murilo: – É, nós temos às vezes frágil miopia de ler que cultura está relacionada à riqueza, e riqueza está relaciona a cultura. Eu acho isso um pouco tanto cego, e eu dei o exemplo estremo que eu considero a Índia, para que a gente resgate um pouco desta energia que foi perdida, para entender que eu só sou feliz com o poder, com o dinheiro, eu só vou ser culto se eu tiver dinheiro. Não, você vai na Índia, a Índia é considerada, vamos dizer assim, um exemplo de resignação imposto por um a cultura religiosa muito forte. Você por outro lado olha na Índia, você pode encontrar mais de sessenta dialetos, mais de sessenta cultos religiosos, mas a harmonia de convivência é plena, eles vão ao cinema duas vezes por semana, eles produzem mais filmes do que Hollywood, eles tem mais escolas do que o Brasil todo junto numa pequena cidade de Cancha de Ga que é a oeste de Nova Delli onde eles tem um foco têxtil muito grande, e você vai lá você encontra sessenta escolas técnicas de formação de técnicos têxteis. Você encontra com um indiano na simplicidade de um jeans ou de um tchan e você está falando com um doutor, é em corantes reativos ou em produtos de amaciamento e terminação de tecidos. É um doutor na Califórnia, um doutor em Cambridge, um doutor em Oxford, ou seja, não existe na Índia qualquer tipo de relação da cultura com o valor, com a riqueza, são pessoas que vivem em um estado de quase miserabilidade total, pouco tem pra comer e sobreviver, mas tem uma dignidade como pessoa, ou seja, uma religiosidade que garante a eles esta aceitação, e ao mesmo tempo, uma capacidade, um nível cultural tão elevado que dá prazer, que você se delicia de conversar com qualquer indiano. E a habilidade deles, claro, conquistada com os anos, que eles têm de frente conosco, essa habilidade que eles desenvolveram de realizar. Eles aprenderam a produzir, a criar, e isso eles aprenderam graças, infelizmente nós temos que agradecer, aos ingleses, por mais cruéis que tenham sido no passado, mas foram os grandes mestres deles neste aprendizado.
Senhor Ênio, nós estávamos também falando a respeito de Cataguases, como cidade, como um pólo, e que nós temos que falar que a Companhia Cataguases também estruturou, ou seja, a Companhia Cataguases instalada na cidade Cataguases trouxe progresso pra cidade. Hoje o senhor vê esta troca? Continua esta troca? O senhor acha que a cidade de Cataguases traz para a companhia Cataguases um retorno em relação ao, vamos dizer assim, que a Companhia Cataguases leva lá para fora o nome Cataguases?
Senhor Ênio Murilo: – Eu diria que esta relação de troca é muito paternalista pro meu gosto. Essa questão de que eu te dou isso, você me dá isso, já ficou no tempo dos coronéis, que falavam com o prefeito você me dá aquilo que eu te dou isso. Eu não aceito mais esse modelo, que esse modelo já morreu. Eu quero só falar desse modelo que o desastre cultural que é nossa região, e não é só Cataguases, de toda Zona da Mata, ele tá fundamentado neste modelo de um ciclo vicioso, absolutamente idiota em que o paternalismo impera sobre todas as formas, e o meu problema tem que ser resolvido pelo meu patrão. Me faz lembrar a escravidão, e isso aí é uma coisa nojenta, nojenta, e eu num sei que dia o nosso povo vai descobrir que ele vai construir seu próprio destino, e que ele tem o livre arbítrio pra qualquer tomada de rumo, e que num pode ser esperando através dos nossos líderes, que ele não existem, que a solução chegue. A Zona da Mata é predominantemente guiada por este tipo de conduta. O meu problema é do meu patrão, não existe isso, o paternalismo deve ser enterrado de uma vez por todas. Já deveria ter sido na geração passada. Faz mal a dignidade humana, faz mal a alma das pessoas viverem sobre este modelo paternalista. Um dos grandes desafios que nós temos na nossa geração é de entender que a nossa pequena comodidade, que é a Companhia Cataguases, se prepare para um futuro próximo, da próxima geração, de que ele não pode viver respirando só os ares daquele que ele considera o patrão. Nós precisamos entender de que somos todos iguais neste desafio. Nós tínhamos uma fábrica que era fundamentada nesta história, não vou negar, ela foi feita desta forma pelo meu avô, meu tios continuaram, e como eu até hoje, 34 anos depois trabalho aqui, mas eu tenho que ter consciência de que esse modelo tá morto. Eu tenho que fazer convites, todos os dias, as pessoas pra outro estado, pelo menos quanto ao modo de enxergar a vida. Nós temos, hoje, um exemplo concreto dentro da Cataguases. O diretor administrativo financeiro é um elemento completamente externo, veio de São Paulo. O nosso diretor técnico industrial é uma pessoa totalmente externa, veio do Rio de Janeiro, ele é origem do Espírito Santo, veio pra cá, ele é conhecido nosso. Nós temos por outro lado uma quantidade de gerentes internos que foram galgados a estas posições, gente da casa, gente que os avós começaram a trabalhar aqui, mas que eles entendessem que não chegaram as posições que eles tem se não por absolutamente competência própria, e mérito próprio. Ele não chegou aqui porque nós conhecemos os avós deles, não. Eles só são nossos gerentes, nossos homens de frente hoje da gestão da empresa, são todos homens da terra, ou seja, a história nossa tem que ser contada pelo nosso povo. Não por nós que herdamos, infelizmente, essa descendência de família. E pelo contrário, se hoje nós já tomamos uma decisão, a família não entra mais aqui. Dentro da Cataguases, dos 1.560 funcionários hoje, só existem quatro pessoas que são da família, não mais, porque nem outro entra. E isso foi uma decisão da família, que eu considero muito sábia, muito grandiosa. Se a família deve a felicidade de ser a proprietária das ações, ela não tem que ter competência, ou ela não tem que se submeter a entender que ela também vai gerir e vai gestionar a companhia, não. Que isso seja até mais bem geridos por outros, e que gerem até mais dividendos para esta família receber os dividendos que correspondem as ações, mas não tem nada a ver essa relação paternalista que domina a nossa região como um todo. Eu acho que é até sociológico, eu acredito que os bandeirantes, colonizadores desta região, foram preguiçosos o suficiente para não subir a serra da Mantiqueira e seguir pra Barbacena, ou seguir por Caparaó, e quando vieram entrando pelo rio, baixaram aqui e ficaram aqui. Com relação frouxa de comodismo absoluta, até foram casando entre eles mesmos pra não dividir herança, e ficou este marasmo que está aqui. Nós herdamos sociologicamente um processo frouxo, coisa que não caracteriza Barbacena pra cima, coisa que não caracteriza outras áreas do Brasil. Ficou uma característica da nossa região, mas nós somos, por outro lado, muito bons. O nosso povo, a nossa gente é muito boa. Resta acordar, por um momento só, começar a convidar, começar a requerer, a requisitar um mínimo de respeito a cada um. E nesta hora nós vamos ter menos aqueles que dizem amém, e mais aqueles que vão influenciar o nosso futuro. A região é toda morta, e por esse processo morto as lideranças foram desaparecendo. Por umas circunstância de modelo global, os nossos avós podiam tomar conta dos negócios, da comunidade, da política, e de todas as atividades que envolviam a sociedade de um modo geral. Eles tinham tempo pra isso, pra chegar um pedido aqui em Cataguases, ele vinha no expresso, um trem que só chegava uma vez por dia. Hoje eu recebo 130, 140 mensagens no computador por dia, e eu instantaneamente tenho que responder. O modelo do mundo impossibilitou que o coronel, lá do fundo, do passado, tomasse conta de tudo. Nós, hoje, devíamos ter tido a mesma obrigação, na mentalidade paternalista que predomina na região, nós podemos ser culpados, ou podemos ser responsabilizados de nos omitirmos. Mas não é. É o modelo que mudou e nós não demos conta. Que pra cuidar da atividade econômica ou das iniciativas de um negócio, como é Cataguases hoje, mal me sobram 24 horas por dia. Então eu não tenho tempo de fazer outra coisa.
Então o senhor não pode ser padrinho de ninguém.
Senhor Ênio Murilo: – Não pode ser. E não é que não possa, não se deve. Porque o modelo é outro, não é mais este. Mesmo que tivesse tempo, então, não é que a gente num queira se envolver com política, se envolver com a sociedade, com os grupos de bairro, ou com qualquer outro tipo. Nós apoiamos sempre, ajudamos sempre, damos nossa contribuição efetiva, efetiva mesmo, mas também sem fazer cortesia. Se tiver que darmos nós mesmos fazemos. Abrimos um instituto, vai lá, recebo as crianças por semana pra aprender, e nós somos felizes por isso. Agora, dar dinheiro pra simplesmente se perder no meio da corrupção nojenta que se instalou, e que eu responsabilizo o povo. Me desculpem aí, mas se nós vivemos com um modelo político que é fundamental nós nunca mais vamos viver sem política, nós nunca mais vamos viabilizar nossos sonhos a num ser através da política, mas nós temos que entender que a vontade geral predomina, é a nossa do povo não dos políticos. E se nós tivéssemos realmente essa consciência plena, de tirar da nossa garganta aquele paternalismo nojento do saco de cimento, ou do caminhão de areia, da ajuda da mudança que me fizeram no fim de semana de graça, para com esse clientelismo. Nós temos que entender que isso não é nada. Que esse modelo tem que ser quebrado, e por isso, se não forem quebrados nós vamos ficar submissos a miséria que tá acontecendo na cidade, ou seja, a miséria dos modelos, vamos dizer assim, que as grandes geradoras de riqueza vão terminando, outras não vão vir, outras vão sair daqui. A Transeguro, recentemente, foi vendida e vai pra São Paulo, é claro. Eu não vou deixar a sede em Cataguases. É muito medíocre. Porque se eu preciso falar com alguém da prefeitura, pra falar com ele que as carretas não viram em frente a Praça José Inácio Peixoto e estão tendo que dar a volta pelo hospital, nem se quer vão dar ouvidos, nem se quer vão levar em conta. Se alguma iniciativa diz que aquele terreno da Reta da Saudade que diz que tá lá, aquele bando de catadores de lixo, e que tem gente querendo instalar negócios ali, mas os catadores de lixo não saem dali, porque aquele terreno foi doado pro governo, pra um corpo de bombeiros no passado, e se a prefeitura não for lá, se habilitar como sendo um terreno dela, e pedir aos catadores de lixo, que vão ser acomodados em um outro local, ele não vai dar espaço para gerar ali naquele cantinho 30, 40 empregos. E que de uma informa, indireta, vão gerar 200 outros. Se ele não tiver essa mentalidade, como que vai ser? Se ele não conseguir convidar também o povo para uma atitude mais livre, fazendo a parte que compete a ele, nós não vamos desatrelar o nó. Infelizmente, é de um lado a elite do poder ou da direção da cidade alimentando o processo paternalista, e o povo gostando desse clientelismo, dessa troca que eu gosto de receber tudo de graça, não vai. Não adianta eu falar, não adianta ninguém falar, não adianta nós gritarmos porque não é por aí. É através, simplesmente, vamos voltar lá na origem, nós temos que fazer vir o exercício do voto, uma das maiores decepções da cidade, neste momento, é o nosso prefeito. Uma pessoa culta, uma pessoa de um nível absolutamente nobre, pertencendo a uma classe das mais brilhantes deste país, que são os professores, e nós precisamos de entender isso também, porque nós já perdemos a guerra da cultura, mas nós precisamos resgatar isso. São as pessoas mais nobres deste país, que são os professores. E, afinal de contas, se eu sou o que eu sou hoje também eu só agradeço a minha professora do primeiro ano do primário, Dona Antônia Shelb, só. Porque foi com ela que eu aprendi alguma coisa que me fez trazer até aqui. Então de qualquer maneira, o prefeito vai ao poder, vamos dizer, de uma maneira espetacular, totalmente um recorde de resultado, e simplesmente vira as costas pro povo, deixa a cidade afundar em lixo, deixa a cidade ficar a mercê da boa vontade de meia dúzia, fazer o que quiser e o que bem pensar. Não, vamos conversar, vamos sentar, vamos ouvir. Vamos ouvir o povo, vamos ouvir as classes. Nós não ostentamos de participar de nenhum ambiente desta mesa redonda, mas nós não podemos é assumir o problema que é do prefeito. Mas agora, ir lá, conversar com ele, se convidado, estamos à disposição. Agora o que a gente vê é uma cidade, completamente, em processo de implosão. A ameaça recente de algumas empresas que estão quase por fechar, aqui na cidade mesmo tem uma que, provavelmente, deve ir até pra Índia, uma outra que já praticamente já fechou, já sucumbiu. E vocês tem vivido esse drama, essa agonia do nosso município.
Têxtil? Do ramo têxtil?
Senhor Ênio Murilo: – Do ramo têxtil já fechou, que é a manufatora. Está pendente pelo algodão. Nós estamos tentando fazer serviço lá, mandamos tecido lá para ver se funciona as máquinas lá, mas muito pouco. Ela não poderia ter fechado. Agora, de qualquer maneira dentro deste contexto, a gente é muito difícil e é muito, eu peço desculpa pela facilidade com que eu condeno, mas é muito difícil saber de culpas e culpados, onde tá realmente o nó. Nós estamos em um brólio que remonta alguns anos, não é de hoje. Desatrelar o fio da meada não é tarefa fácil. Mas o convite que eu tenho certo, é de que se alguma atitude positiva não for anunciada, não for dado o ponta pé inicial, nós não vamos chegar a lugar nenhum mesmo.
E deve ser pelo executivo, o senhor acha?
Senhor Ênio Murilo: – Com certeza, com certeza. O executivo molda a cidade, tem a obrigação de vender, de propiciar, de convocar, convocar e ele tem, e não é uma questão de dinheiro, não é uma questão de recursos, é uma questão de saber lidar com as habilidades, com as inteligências, e com os valores que nós temos. E é isso que a Cataguases tem feito nos últimos anos, e principalmente nos últimos 20 anos mais precisos. Ou ela não estaria vivendo este momento que ela está. E ela não vai viver se nós não nos preocuparmos com isso. Eu viajo 140, 160 dias no ano pra andar, nós temos que interagir com o mundo, nós temos espaço pra isso? Temos. Nós temos como, vamos dizer, conviver, nós não podemos aceitar. É como se fosse uma guerra, nós não podemos ter guerra, e, aliás, isso num é bom pra nenhuma situação que o homem moderno encara. Toda situação que nós encaramos devemos buscar a inteligência para a convivência, para administrar as diferenças. Então, entre China, Ásia, aquele poderio imenso, e nós, bastamos uma pequena inteligência, uma pequena sabedoria, e nós vamos conviver e sobreviver muito bem. E também de uma maneira nós, como cidade. E agora onde a palavra daquele que trabalha, daquele que constrói não vale nada, e nem sequer quer ser ouvida, nós vamos chegar aonde? Nós vamos chegar aonde? Não vamos chegar em lugar nenhum. Nós temos um fenômeno acontecendo em Ubá, que é uma cidade vizinha, recente, pessoas empreendedoras muito fortes, se juntaram ao redor de uma habilidade, que é a fabricação de móveis. E a cidade se contaminou por isso, aliás, diga-se de passagem, vai lá para fazer uma olhadela, como que reestruturaram o trânsito em Ubá. Ficou perfeito. E nós estamos fazendo um nó, em uma coisa que nunca foi problema para nós. Em Paris você vira à esquerda ou à direita a hora que você quiser. E você entra na contra mão ou não, sem nenhum risco de penalidade. Aliás, eu ando até de moto sem capacete. Mas o estado de liberdade não pode ser agredido com tamanha arbitrariedade. A cidade está toda convulsionada, as pessoas estão mais estressadas no dia a dia porque mexeu-se, de maneira desordenada, inconsequente em uma coisa que estava, tão romântica, tão bem acomodada. Eu queria volta a um tempo atrás que a ponte velha vai pra lá ou vai pra cá. E só questão de ver, vem alguém ou não vem alguém. Quer mais bom senso do que isso? Dona Euzébia é assim, todas as cidades… bom, isso é detalhe. Eu quero só convidar, que tem uma dimensão maior, se não for propagado, se não for dissimulado, se não for feito um convite, de coração aberto, mas um convite honesto, um convite sincero, e que corresponda a atitudes também verdadeiras, nós não vamos caminhar. O nosso povo vai ficar atolado naquele linear da miséria. Mas é uma miséria cultura, não é uma miséria, que eu num acredito que tanta gente morra de fome assim em Cataguases. Eu nunca soube disso nos meus 59 anos de existência, que eu nasci aqui. Mas essa pasmadeira, esse estado letárgico de quase estado de coma, te quem sair do nosso peito. Tem que haver um certo grito, e quem vai patrocinar isso são os nossos líderes maiores, e que a maior autoridade que a gente reconhece é o nosso prefeito. Não dá para ser diferente, não dá. Eu sei até que alguns vereadores tem seus interesses, tem seus movimentos, mas se não houver essa humildade e você mesmo prefeito, se tem alguma pretensão de ser algum presidente da república amanhã, que adote uma cartilha de dignidade neste momento, de respeito ao seu povo que te deu primeira chance, senão para por aqui, e vai morrer por aqui. Achar que o mundo político é feito na base dos acordos e dos conchaves, eu acho que não é um bom caminho. Nós acreditamos em um mundo mais transparente, muito mais digno amanhã. Esse modelo aí eu acho que está equivocado.
Por PrimeiroJornal
imagem Enio Murilo
leia
se a foto ficar boa coloque em destaque
INDUSTRIAL(Atendendo pedidos de internautas)
Nós estamos na sede da Companhia Industrial Cataguases, e vamos conversar com um de seus diretores, Senhor Ênio Murilo, que irá trazer para nós a sua visão da empresa, da cidade, da região, do Brasil e até do mundo. O homem que acabou de me dizer que há mais de vinte anos visita o mundo todo, representando Cataguases, como ele mesmo diz, o nome da empresa é uma marca que ele se orgulha de manter, e que pelas suas andanças é claro que ele pode fazer uma avaliação de Cataguases, da região da Zona da Mata, de Minas Gerais e do Brasil em relação a tudo que ele vê aí fora.
Boa Tarde, Doutor Murilo. Queria agradecer ao senhor por nos receber aqui no meio dos seus afazeres, em uma tarde aqui, e conversar conosco. Nós estamos conversando já há um tempo, mas eu acho que é o momento que a gente pode dar início a essa entrevista. O senhor trabalha como diretor na Companhia Cataguases há alguns anos, certo?
Senhor Ênio Murilo: – Certo, certo.
A sua área é a área comercial?
Senhor Ênio Murilo: – Comercial.
Por isso o senhor visita vários países. Quantos países o senhor imagina já ter visitado?
Senhor Murilo: – Nós, hoje, trabalhamos com vinte e dois países. De visita passaram de trinta.
E visitas quase que periódicas, não é?
Senhor Ênio Murilo: – Periódicas de avaliação, não é, e investigações.
Certo. Hoje o senhor coloca a Companhia Cataguases em que patamar, vamos dizer assim, em termos do seu avanço comercial sobre estes países?
Senhor Murilo: – Bom, é muito difícil falar do setor que a gente atua, porque têxtil é uma enormidade. Têxtil vai no sofá da sala, na cortina da sala, no pano de prato da cozinha, na roupa de cama onde a gente dorme, na camisa que veste. Então é uma amplitude muito grande. Mas se nós focalizarmos dentro do vestuário, que é o nosso grande alvo, nosso grande foco, indiscutivelmente na América Latina, como um todo, a Cataguases é a maior e mais importante empresa de tecidos, panos leves, da camisaria. Agora a nível mundial, é claro que seria covardia comparar com os asiáticos, nossos amigos/inimigos amarelos, que não tem dúvidas, chineses, Singapura, Twain, Vietnã, Tailândia, são países hoje que dispararam e praticamente se responsabilizam por 70 a 75% do consumo mundial, é abastecido por países asiáticos.
Em termos de qualidade, como é a Cataguases? Qual é o nível dela?
Senhor Ênio Murilo: – Ela só não se nivela aos tradicionais, aos clássicos italianos, portugueses, austríacos, suíços porque não existíamos há 500 anos e não tivemos o privilégio de existir a 1000 anos, como os italianos, geniais criadores, então por esse motivo, eles ainda, nós não conseguimos chegar lá por uma questão de inovação, uma questão de genialidade artística desse povo. Em termos de Ásia, nós não temos nada, nós somos equiparados ao mesmo nível de qualidade de qualquer outro produtor mundial. Só perdemos para estes países em que a genialidade da criação era uma coisa de DNA, de muitos anos.
Certo. Em termos do equipamento…
Senhor Murilo: – Igual, igual, igual, igual. Eu vim da China semana passada, e fomos visitar cinco empresas. Eu pude verificar que em três casos a Cataguases tinha um equipamento mais moderno do que eles. E em dois casos, sim, sem dúvida, eles tinham equipamento de 2003 com a planta totalmente lava, e nossos equipamentos são de 2000, final da década de 90. Mas, com uma diferença, nós temos uma empresa de fiação, por exemplo, que é um tamanho razoável 30 mil fusos, temos 350 ti ates, e essas mesmas empresas, com tecnologias mais modernas, mais novas, mas a grande diferença não tá nestes três anos mais novos. Umas das empresas tinha 450 mil fusos, contra os nossos 33, ou seja, 25 vezes mais. E tinha uma sala de 450, em uma das salas tinha 900, em outra das salas mais 800. Então os tamanhos que rodeiam os asiáticos hoje, são tamanhos que não cabem na nossa cabeça. Não importa se isso foi patrocinado pelo governo, mas foi bem patrocinado e está produtivamente gerando riquezas.
E o operário?
Senhor Ênio Murilo: – Totalmente alinhado, até se não, muito melhor que muitas empresas do Brasil. Nós sabemos que temos empresas e empresas, nós não podemos ir em São João Del Rei ou ir lá no nordeste brasileiro, comparar as muitas empresas que existem com a nossa proposta. A Cataguases está em um estágio um pouco mais evoluído, não é, inclusive socialmente. Mas, se formos a China é igual, todos os funcionários tem uniformes, todos os funcionários, deu o sinal, eles vão para a cantina, onde eles vão tomar refeições. Muitos deles, com as condições de geografia da China, moram ao redor da fábrica, então tem o conjunto de apartamentos onde eles podem morar. E todos eles na hora da saída tem sua moto, e vão gozar do mesmo beneficio de um Mac Donald’s ou de um Kentucky Frite Chicken, que não há em uma cidade como Cataguases, e o interior da China está lá, ostentando. E nós, em Cataguases, não tenhamos aí, talvez, um Mc Donald’s para os nossos funcionários freqüentarem. Então, essa questão é absolutamente ultrapassada no respeito e na dignidade do operário.
Certo. A instalação da Cataguases beneficia ou pode atrapalhar em algum momento a logística da Globalização geográfica?
Senhor Ênio Murilo: – Olha, eu diria que não. A questão da localização geográfica, desde que o mundo evoluiu em fretes, em moldais de logística, este custo, este vetor frete só continuou caro aqui no Brasil. Você pode mover mercadorias com containers e com velocidade jamais imaginadas. Então o fato de estar em Cataguases não altera, ou não nos prejudica, melhor dizendo. Eu diria que o fato de estar no Brasil sim, esse é crucial, esse é mortal. Onde nós temos um custo de que a cada 100 reais que o funcionário leva para casa, a empresa pagou 110, entre várias taxas, encargos e custos instituídos pelo governo brasileiro.
Certo. Que não tem na China? A sua empresa, os senhores preferiam dar 150 pro seu funcionário a ter que dividir com o governo o salário dele.
Senhor Ênio Murilo: – Nós nem diríamos tanto, entendeu? Com certeza prazer seria, porque não esta neste momento sendo avaliado como discussão, ou perda da guerra. Nós temos mais jogo de cintura, mais criatividade como na nossa cultura. Mas eu vou detalhar, nós preferimos dar até 200 ao nosso funcionário, mas que o governo assumisse essa consciência, da sustentação pública de saúde digna, ou da sustentação até mesmo desses benefícios todos que eles criam, de forma toda indireta, mas tirando das empresas, impondo custos adicionais. E que não tem o menor sentido a longo prazo, porque isso se perde. Ou direto, como eles, chineses, pagam direto aos seus funcionários. Então eu diria que não faz a menos diferença, faz diferença sim é quando você vê que no Brasil é dez vezes mais caro você liberar uma mercadoria no porto de Santos do que é em kindau, perto de Xangai. Então, aí sim faz diferença de coisas estruturais, de valores estruturais. O custo rodoviário no Brasil é um absurdo, por que é o mais caro combustível do mundo. Enquanto na China a gasolina R$1,40 , no Brasil custa R$2.65 no cartel de Cataguases.
Senhor Ênio, nós estávamos conversando a pouco sobre cultura, e o senhor falou da diferença da cultura do Brasil e a cultura, o senhor até exemplificou da Índia. O senhor poderia repetir isto para mim?
Senhor Ênio Murilo: – É, nós temos às vezes frágil miopia de ler que cultura está relacionada à riqueza, e riqueza está relaciona a cultura. Eu acho isso um pouco tanto cego, e eu dei o exemplo estremo que eu considero a Índia, para que a gente resgate um pouco desta energia que foi perdida, para entender que eu só sou feliz com o poder, com o dinheiro, eu só vou ser culto se eu tiver dinheiro. Não, você vai na Índia, a Índia é considerada, vamos dizer assim, um exemplo de resignação imposto por um a cultura religiosa muito forte. Você por outro lado olha na Índia, você pode encontrar mais de sessenta dialetos, mais de sessenta cultos religiosos, mas a harmonia de convivência é plena, eles vão ao cinema duas vezes por semana, eles produzem mais filmes do que Hollywood, eles tem mais escolas do que o Brasil todo junto numa pequena cidade de Cancha de Ga que é a oeste de Nova Delli onde eles tem um foco têxtil muito grande, e você vai lá você encontra sessenta escolas técnicas de formação de técnicos têxteis. Você encontra com um indiano na simplicidade de um jeans ou de um tchan e você está falando com um doutor, é em corantes reativos ou em produtos de amaciamento e terminação de tecidos. É um doutor na Califórnia, um doutor em Cambridge, um doutor em Oxford, ou seja, não existe na Índia qualquer tipo de relação da cultura com o valor, com a riqueza, são pessoas que vivem em um estado de quase miserabilidade total, pouco tem pra comer e sobreviver, mas tem uma dignidade como pessoa, ou seja, uma religiosidade que garante a eles esta aceitação, e ao mesmo tempo, uma capacidade, um nível cultural tão elevado que dá prazer, que você se delicia de conversar com qualquer indiano. E a habilidade deles, claro, conquistada com os anos, que eles têm de frente conosco, essa habilidade que eles desenvolveram de realizar. Eles aprenderam a produzir, a criar, e isso eles aprenderam graças, infelizmente nós temos que agradecer, aos ingleses, por mais cruéis que tenham sido no passado, mas foram os grandes mestres deles neste aprendizado.
Senhor Ênio, nós estávamos também falando a respeito de Cataguases, como cidade, como um pólo, e que nós temos que falar que a Companhia Cataguases também estruturou, ou seja, a Companhia Cataguases instalada na cidade Cataguases trouxe progresso pra cidade. Hoje o senhor vê esta troca? Continua esta troca? O senhor acha que a cidade de Cataguases traz para a companhia Cataguases um retorno em relação ao, vamos dizer assim, que a Companhia Cataguases leva lá para fora o nome Cataguases?
Senhor Ênio Murilo: – Eu diria que esta relação de troca é muito paternalista pro meu gosto. Essa questão de que eu te dou isso, você me dá isso, já ficou no tempo dos coronéis, que falavam com o prefeito você me dá aquilo que eu te dou isso. Eu não aceito mais esse modelo, que esse modelo já morreu. Eu quero só falar desse modelo que o desastre cultural que é nossa região, e não é só Cataguases, de toda Zona da Mata, ele tá fundamentado neste modelo de um ciclo vicioso, absolutamente idiota em que o paternalismo impera sobre todas as formas, e o meu problema tem que ser resolvido pelo meu patrão. Me faz lembrar a escravidão, e isso aí é uma coisa nojenta, nojenta, e eu num sei que dia o nosso povo vai descobrir que ele vai construir seu próprio destino, e que ele tem o livre arbítrio pra qualquer tomada de rumo, e que num pode ser esperando através dos nossos líderes, que ele não existem, que a solução chegue. A Zona da Mata é predominantemente guiada por este tipo de conduta. O meu problema é do meu patrão, não existe isso, o paternalismo deve ser enterrado de uma vez por todas. Já deveria ter sido na geração passada. Faz mal a dignidade humana, faz mal a alma das pessoas viverem sobre este modelo paternalista. Um dos grandes desafios que nós temos na nossa geração é de entender que a nossa pequena comodidade, que é a Companhia Cataguases, se prepare para um futuro próximo, da próxima geração, de que ele não pode viver respirando só os ares daquele que ele considera o patrão. Nós precisamos entender de que somos todos iguais neste desafio. Nós tínhamos uma fábrica que era fundamentada nesta história, não vou negar, ela foi feita desta forma pelo meu avô, meu tios continuaram, e como eu até hoje, 34 anos depois trabalho aqui, mas eu tenho que ter consciência de que esse modelo tá morto. Eu tenho que fazer convites, todos os dias, as pessoas pra outro estado, pelo menos quanto ao modo de enxergar a vida. Nós temos, hoje, um exemplo concreto dentro da Cataguases. O diretor administrativo financeiro é um elemento completamente externo, veio de São Paulo. O nosso diretor técnico industrial é uma pessoa totalmente externa, veio do Rio de Janeiro, ele é origem do Espírito Santo, veio pra cá, ele é conhecido nosso. Nós temos por outro lado uma quantidade de gerentes internos que foram galgados a estas posições, gente da casa, gente que os avós começaram a trabalhar aqui, mas que eles entendessem que não chegaram as posições que eles tem se não por absolutamente competência própria, e mérito próprio. Ele não chegou aqui porque nós conhecemos os avós deles, não. Eles só são nossos gerentes, nossos homens de frente hoje da gestão da empresa, são todos homens da terra, ou seja, a história nossa tem que ser contada pelo nosso povo. Não por nós que herdamos, infelizmente, essa descendência de família. E pelo contrário, se hoje nós já tomamos uma decisão, a família não entra mais aqui. Dentro da Cataguases, dos 1.560 funcionários hoje, só existem quatro pessoas que são da família, não mais, porque nem outro entra. E isso foi uma decisão da família, que eu considero muito sábia, muito grandiosa. Se a família deve a felicidade de ser a proprietária das ações, ela não tem que ter competência, ou ela não tem que se submeter a entender que ela também vai gerir e vai gestionar a companhia, não. Que isso seja até mais bem geridos por outros, e que gerem até mais dividendos para esta família receber os dividendos que correspondem as ações, mas não tem nada a ver essa relação paternalista que domina a nossa região como um todo. Eu acho que é até sociológico, eu acredito que os bandeirantes, colonizadores desta região, foram preguiçosos o suficiente para não subir a serra da Mantiqueira e seguir pra Barbacena, ou seguir por Caparaó, e quando vieram entrando pelo rio, baixaram aqui e ficaram aqui. Com relação frouxa de comodismo absoluta, até foram casando entre eles mesmos pra não dividir herança, e ficou este marasmo que está aqui. Nós herdamos sociologicamente um processo frouxo, coisa que não caracteriza Barbacena pra cima, coisa que não caracteriza outras áreas do Brasil. Ficou uma característica da nossa região, mas nós somos, por outro lado, muito bons. O nosso povo, a nossa gente é muito boa. Resta acordar, por um momento só, começar a convidar, começar a requerer, a requisitar um mínimo de respeito a cada um. E nesta hora nós vamos ter menos aqueles que dizem amém, e mais aqueles que vão influenciar o nosso futuro. A região é toda morta, e por esse processo morto as lideranças foram desaparecendo. Por umas circunstância de modelo global, os nossos avós podiam tomar conta dos negócios, da comunidade, da política, e de todas as atividades que envolviam a sociedade de um modo geral. Eles tinham tempo pra isso, pra chegar um pedido aqui em Cataguases, ele vinha no expresso, um trem que só chegava uma vez por dia. Hoje eu recebo 130, 140 mensagens no computador por dia, e eu instantaneamente tenho que responder. O modelo do mundo impossibilitou que o coronel, lá do fundo, do passado, tomasse conta de tudo. Nós, hoje, devíamos ter tido a mesma obrigação, na mentalidade paternalista que predomina na região, nós podemos ser culpados, ou podemos ser responsabilizados de nos omitirmos. Mas não é. É o modelo que mudou e nós não demos conta. Que pra cuidar da atividade econômica ou das iniciativas de um negócio, como é Cataguases hoje, mal me sobram 24 horas por dia. Então eu não tenho tempo de fazer outra coisa.
Então o senhor não pode ser padrinho de ninguém.
Senhor Ênio Murilo: – Não pode ser. E não é que não possa, não se deve. Porque o modelo é outro, não é mais este. Mesmo que tivesse tempo, então, não é que a gente num queira se envolver com política, se envolver com a sociedade, com os grupos de bairro, ou com qualquer outro tipo. Nós apoiamos sempre, ajudamos sempre, damos nossa contribuição efetiva, efetiva mesmo, mas também sem fazer cortesia. Se tiver que darmos nós mesmos fazemos. Abrimos um instituto, vai lá, recebo as crianças por semana pra aprender, e nós somos felizes por isso. Agora, dar dinheiro pra simplesmente se perder no meio da corrupção nojenta que se instalou, e que eu responsabilizo o povo. Me desculpem aí, mas se nós vivemos com um modelo político que é fundamental nós nunca mais vamos viver sem política, nós nunca mais vamos viabilizar nossos sonhos a num ser através da política, mas nós temos que entender que a vontade geral predomina, é a nossa do povo não dos políticos. E se nós tivéssemos realmente essa consciência plena, de tirar da nossa garganta aquele paternalismo nojento do saco de cimento, ou do caminhão de areia, da ajuda da mudança que me fizeram no fim de semana de graça, para com esse clientelismo. Nós temos que entender que isso não é nada. Que esse modelo tem que ser quebrado, e por isso, se não forem quebrados nós vamos ficar submissos a miséria que tá acontecendo na cidade, ou seja, a miséria dos modelos, vamos dizer assim, que as grandes geradoras de riqueza vão terminando, outras não vão vir, outras vão sair daqui. A Transeguro, recentemente, foi vendida e vai pra São Paulo, é claro. Eu não vou deixar a sede em Cataguases. É muito medíocre. Porque se eu preciso falar com alguém da prefeitura, pra falar com ele que as carretas não viram em frente a Praça José Inácio Peixoto e estão tendo que dar a volta pelo hospital, nem se quer vão dar ouvidos, nem se quer vão levar em conta. Se alguma iniciativa diz que aquele terreno da Reta da Saudade que diz que tá lá, aquele bando de catadores de lixo, e que tem gente querendo instalar negócios ali, mas os catadores de lixo não saem dali, porque aquele terreno foi doado pro governo, pra um corpo de bombeiros no passado, e se a prefeitura não for lá, se habilitar como sendo um terreno dela, e pedir aos catadores de lixo, que vão ser acomodados em um outro local, ele não vai dar espaço para gerar ali naquele cantinho 30, 40 empregos. E que de uma informa, indireta, vão gerar 200 outros. Se ele não tiver essa mentalidade, como que vai ser? Se ele não conseguir convidar também o povo para uma atitude mais livre, fazendo a parte que compete a ele, nós não vamos desatrelar o nó. Infelizmente, é de um lado a elite do poder ou da direção da cidade alimentando o processo paternalista, e o povo gostando desse clientelismo, dessa troca que eu gosto de receber tudo de graça, não vai. Não adianta eu falar, não adianta ninguém falar, não adianta nós gritarmos porque não é por aí. É através, simplesmente, vamos voltar lá na origem, nós temos que fazer vir o exercício do voto, uma das maiores decepções da cidade, neste momento, é o nosso prefeito. Uma pessoa culta, uma pessoa de um nível absolutamente nobre, pertencendo a uma classe das mais brilhantes deste país, que são os professores, e nós precisamos de entender isso também, porque nós já perdemos a guerra da cultura, mas nós precisamos resgatar isso. São as pessoas mais nobres deste país, que são os professores. E, afinal de contas, se eu sou o que eu sou hoje também eu só agradeço a minha professora do primeiro ano do primário, Dona Antônia Shelb, só. Porque foi com ela que eu aprendi alguma coisa que me fez trazer até aqui. Então de qualquer maneira, o prefeito vai ao poder, vamos dizer, de uma maneira espetacular, totalmente um recorde de resultado, e simplesmente vira as costas pro povo, deixa a cidade afundar em lixo, deixa a cidade ficar a mercê da boa vontade de meia dúzia, fazer o que quiser e o que bem pensar. Não, vamos conversar, vamos sentar, vamos ouvir. Vamos ouvir o povo, vamos ouvir as classes. Nós não ostentamos de participar de nenhum ambiente desta mesa redonda, mas nós não podemos é assumir o problema que é do prefeito. Mas agora, ir lá, conversar com ele, se convidado, estamos à disposição. Agora o que a gente vê é uma cidade, completamente, em processo de implosão. A ameaça recente de algumas empresas que estão quase por fechar, aqui na cidade mesmo tem uma que, provavelmente, deve ir até pra Índia, uma outra que já praticamente já fechou, já sucumbiu. E vocês tem vivido esse drama, essa agonia do nosso município.
Têxtil? Do ramo têxtil?
Senhor Ênio Murilo: – Do ramo têxtil já fechou, que é a manufatora. Está pendente pelo algodão. Nós estamos tentando fazer serviço lá, mandamos tecido lá para ver se funciona as máquinas lá, mas muito pouco. Ela não poderia ter fechado. Agora, de qualquer maneira dentro deste contexto, a gente é muito difícil e é muito, eu peço desculpa pela facilidade com que eu condeno, mas é muito difícil saber de culpas e culpados, onde tá realmente o nó. Nós estamos em um brólio que remonta alguns anos, não é de hoje. Desatrelar o fio da meada não é tarefa fácil. Mas o convite que eu tenho certo, é de que se alguma atitude positiva não for anunciada, não for dado o ponta pé inicial, nós não vamos chegar a lugar nenhum mesmo.
E deve ser pelo executivo, o senhor acha?
Senhor Ênio Murilo: – Com certeza, com certeza. O executivo molda a cidade, tem a obrigação de vender, de propiciar, de convocar, convocar e ele tem, e não é uma questão de dinheiro, não é uma questão de recursos, é uma questão de saber lidar com as habilidades, com as inteligências, e com os valores que nós temos. E é isso que a Cataguases tem feito nos últimos anos, e principalmente nos últimos 20 anos mais precisos. Ou ela não estaria vivendo este momento que ela está. E ela não vai viver se nós não nos preocuparmos com isso. Eu viajo 140, 160 dias no ano pra andar, nós temos que interagir com o mundo, nós temos espaço pra isso? Temos. Nós temos como, vamos dizer, conviver, nós não podemos aceitar. É como se fosse uma guerra, nós não podemos ter guerra, e, aliás, isso num é bom pra nenhuma situação que o homem moderno encara. Toda situação que nós encaramos devemos buscar a inteligência para a convivência, para administrar as diferenças. Então, entre China, Ásia, aquele poderio imenso, e nós, bastamos uma pequena inteligência, uma pequena sabedoria, e nós vamos conviver e sobreviver muito bem. E também de uma maneira nós, como cidade. E agora onde a palavra daquele que trabalha, daquele que constrói não vale nada, e nem sequer quer ser ouvida, nós vamos chegar aonde? Nós vamos chegar aonde? Não vamos chegar em lugar nenhum. Nós temos um fenômeno acontecendo em Ubá, que é uma cidade vizinha, recente, pessoas empreendedoras muito fortes, se juntaram ao redor de uma habilidade, que é a fabricação de móveis. E a cidade se contaminou por isso, aliás, diga-se de passagem, vai lá para fazer uma olhadela, como que reestruturaram o trânsito em Ubá. Ficou perfeito. E nós estamos fazendo um nó, em uma coisa que nunca foi problema para nós. Em Paris você vira à esquerda ou à direita a hora que você quiser. E você entra na contra mão ou não, sem nenhum risco de penalidade. Aliás, eu ando até de moto sem capacete. Mas o estado de liberdade não pode ser agredido com tamanha arbitrariedade. A cidade está toda convulsionada, as pessoas estão mais estressadas no dia a dia porque mexeu-se, de maneira desordenada, inconsequente em uma coisa que estava, tão romântica, tão bem acomodada. Eu queria volta a um tempo atrás que a ponte velha vai pra lá ou vai pra cá. E só questão de ver, vem alguém ou não vem alguém. Quer mais bom senso do que isso? Dona Euzébia é assim, todas as cidades… bom, isso é detalhe. Eu quero só convidar, que tem uma dimensão maior, se não for propagado, se não for dissimulado, se não for feito um convite, de coração aberto, mas um convite honesto, um convite sincero, e que corresponda a atitudes também verdadeiras, nós não vamos caminhar. O nosso povo vai ficar atolado naquele linear da miséria. Mas é uma miséria cultura, não é uma miséria, que eu num acredito que tanta gente morra de fome assim em Cataguases. Eu nunca soube disso nos meus 59 anos de existência, que eu nasci aqui. Mas essa pasmadeira, esse estado letárgico de quase estado de coma, te quem sair do nosso peito. Tem que haver um certo grito, e quem vai patrocinar isso são os nossos líderes maiores, e que a maior autoridade que a gente reconhece é o nosso prefeito. Não dá para ser diferente, não dá. Eu sei até que alguns vereadores tem seus interesses, tem seus movimentos, mas se não houver essa humildade e você mesmo prefeito, se tem alguma pretensão de ser algum presidente da república amanhã, que adote uma cartilha de dignidade neste momento, de respeito ao seu povo que te deu primeira chance, senão para por aqui, e vai morrer por aqui. Achar que o mundo político é feito na base dos acordos e dos conchaves, eu acho que não é um bom caminho. Nós acreditamos em um mundo mais transparente, muito mais digno amanhã. Esse modelo aí eu acho que está equivocado.
Por PrimeiroJornal
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