Pocket Show com a banda RADIOCAFÉ dia 05/11/2011
outubro 24, 2011 by damasio
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Pocket Show com a banda RADIOCAFÉ
dia 05/11/2011 (sabado) ás 20:30 na Casa de Cultura Simão
A banda Radiocafé atua na cena musical mineira há cerca de 7 anos, se apresentando em diversas casas de show do estado, bem como em festas universitárias e festivais de música.
Desde seu início a Radiocafé sempre teve a preocupação de mesclar durante os shows, entre seus covers, canções de autoria própria, onde podem ser encontradas influências de grandes bandas como Beatles, Radiohead, Oasis, entre outras como as brasileiras Cachorro Grande e Los Hermanos.
Ao longo dessa estrada, de muita dedicação e amor à musica, fidelizou uma rede de fãs que acompanha o trabalho da banda nos shows e nas ferramentas virtuais, tais como sites e redes sociais.
Ingresso: R$ 5,00 (à venda na Casa de Cultura Simão).
Classificação: livre.
Novos corais se apresentam
dezembro 22, 2010 by damasio
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Tecelões da Chica Apresentam
outubro 23, 2010 by damasio
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DE CIRCOS E CIRCOS
setembro 21, 2010 by damasio
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“A minha vida é um circo / Sou acrobata na raça (…) – Nara Leão
Sempre gostei muito de circo. Inclusive quando todos eles tinham como sobrenome Teatro, o que acontecia também com as salas de projeção de cinema, ocasião em que assisti as primeiras peças teatrais de minha vida e vi e ouvi muitos cantores de sucesso, inclusive a dupla Cascatinha e Inhana cantando dois sucessos de uma infância já perdida há muito tempo, o baião “Kalú” e a guarania “Índia”.
Minha primeira namorada foi uma menina trapezista e ao longo da vida namorei outras circenses. Sou amigo pessoal do empresário Orlando Orfei e convivi muito de perto com o circo dele, travando grandes amizades. Lembro bem de um grupo de palhaços todos de tendências esquerdistas – dois eram do Partido Comunista Italiano.
Um dia, conversando com eles no camarim, num intervalo de espetáculo – a televisão estava ligada – ao ouvir uma notícia governamental que me irritou afirmei: palhaçada! Aí foi a vez de meus amigos protestarem afirmando: “Palhaçada não. Nenhum de nós faz o povo chorar. Nós fazemos o povo rir. Esses caras são bandidos”. Não havia como lhes negar razão.
A vida foi passando, junto com o dom Quixote, como pintor, os palhaços são de meus temas prediletos. Agora assisto o Brasil estarrecido com a candidatura do Tiririca.
Ora, se ele não se aventurar pela corrupção, se ficar limitado ao refrão que os garotos de antigamente gritavam pelas ruas das cidades, acompanhando palhaços se equilibrando em pernas de pau para anunciar os espetáculos de seus circos, segundo o qual palhaço “é ladrão de mulher”, sem se complicar com eventuais maridos, que mal fará o rapaz trocar de picadeiro?
Não temos o “circo eletrônico” com todo o seu séquito de imbecilidades que vai da manipulação da notícia às mulheres frutas? Das casas e fazendas vigiadas à criminalidade erigida como de extrema importância, com microfones abertos para marginais e o “esquecimento” de policiais dignos que os prendem? O “circo eletrônico” dos famosos. Ostentando uma riqueza perdulária diante de uma pobreza aviltante. Sem querer educar o povo, preferindo-o sem discernimento para votar.
Agora mesmo o “circo eletrônico” adiciona ao seu cardápio um sket de tremendo mau-gosto: o programa eleitoral gratuito. Graças a Deus estamos próximos do fim.
Afinal “hoje tem espetáculo? Tem sim senhor? Dos mais infames e dignos de levar “atores” e “atrizes” para a cadeia. Hoje tem marmelada? Tem sim senhor. Aliás, como tem. Com direito à prisão perpétua para os responsáveis. E o palhaço o que é? É ladrão de mulher.
Porque, com raríssimas exceções os plenários do nosso sistema bicameral copiado do EUA servem para promover choros e ranger de lágrimas do sofrido povo brasileiro. Que talvez movido pelo inconsciente coletivo de Jung afirma assim o seu protesto. Espera-se também que os brasileiros não percam um bom palhaço para ganhar mais um péssimo político.
E principalmente que sempre haja panis na mesa de todos, para não ficarmos só no circenses e o consolo de Panis angelicus(…) e (…) rex mirabili – (…) servus et humilis(…). Traduzindo que haja sempre pão em todas as mesas e não fiquemos só no circo, com o consolo de que é só do Pão do Céu que se alimentam os servos e os humildes.
E para que não haja divergências que fique claro ser Panis et Circenses um aforismo dos Césares da antiga Roma e as demais expressões latinas parte do Panis Angelicus, uma das mais belas músicas de louvor da igreja católica.
NÃO VOTE EM CORRUPTOS. VOCÊS SABEM QUAIS SÃO ELES. PARTICIPE E DIVULGUE ESSA IDEIA. NÃO VOTE EM QUEM VAI CONTRA A LEI. CONTRIBUA COM A LEI. USE O TWITTER.
Este espaço é permanentemente aberto ao democrático direito de resposta a todas as pessoas e instituições aqui citadas.
Por Geraldo Elísio(Novo Jornal)
Liberdade é pouco
setembro 21, 2010 by damasio
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Até o dia 23 de setembro estará aberta ao público a exposição fotográfica “Liberdade é pouco” na Sala Pedro Comelo, do Centro Cultural Eva Nil. São vinte e quatro obras, em cor e preto e branco, com os temas “Trabalho”, “Estética da Terceira Idade” e “Biodiversidade”, produzidas por crianças e adolescentes em vulnerabilidade social, e moradores na periferia de Cataguases. Eles são alunos do Projeto de Comunicação Formando o futuro leitor, que trabalha a inclusão social por meio das linguagens da comunicação.
Coordenado pela jornalista Vera Lúcia Maciel, o Projeto existe desde o ano de 2002, disponibilizando oficinas conceituais de fotografia, entrevistas, tendo como eixo central a leitura de jornais. O objetivo é despertar em crianças e adolescentes, em risco pessoal e social, o gosto pelo saber com leitura sistemática de jornal, co-nhecimento global desta mídia, apresentando ainda a fotografia, como forma crítica de expressão, explorando temas sociais.
Particularmente, com os adolescentes, o projeto opera com editoração eletrônica e cultura multimídia, como forma de desenvolvimento individual criando, e oferecendo, espaços para conhecimentos que promovam a integração da população jovem com sua comunidade.
Ao oferecer multilinguagens aos Júlios, Marianas, Andrés, Zezinhos, Marcos, Iagos, Vitórias e Antônios, o Projeto facilita o acesso a novos saberes e possibilita a esses ilustres personagens levarem, pela vida a fora, experiência de quem acaba de conhecer um mundo de possibilidades criativas, que favorecem à mudança social.
Por Vera Maciel
Exposição Sérgio Ramos em Cataguases
setembro 6, 2010 by damasio
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Exposição “Saecula Saeculorum – Imagens e Semelhanças”
Pinturas de Sérgio Ramos
Instituto Francisca de Souza Peixoto
Acesse o site: http://atelierdoarquiteto.blogspot.com
Por Sérgio Ramos
Felica Convida para o Lançamento dos Livros
setembro 6, 2010 by damasio
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Vanguardismo moldou talento precoce de Rosário Fusco
julho 7, 2010 by damasio
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Quando tiver idade para ler este livro, eu já morri. Quando tiver experiência para entendê-lo, já estará na fila para morrer.”
Assim escreveu o autor mineiro Rosário Fusco (1910-1977) ao filho François ao presenteá-lo com um exemplar de “O Dia do Juízo” (1961), último romance que publicou em vida.
Às vésperas de completar cem anos de nascimento (em 19 de julho), Fusco, se fosse vivo, teria ainda poucos motivos para se sentir mais compreendido.
Revelação precoce, o autor do surrealista “O Agressor” amargou no fim da vida um limbo literário do qual nem a morte ainda o libertou.
François ainda guarda um romance (”VACACHUVAAMOR”) e dezenas de poemas, cartas e diários inéditos de Fusco à espera de editoras.
Em 2003, ele conseguiu lançar “A.S.A”, outro dos livros póstumos, mas não ficou satisfeito com a edição. Segundo ele, o livro foi um fracasso de vendas.
“Ninguém quer saber de Rosário Fusco”, lamenta.
François vive em Cataguases, cidade onde o pai despontou na literatura no final dos anos 20 e onde viveria os últimos anos de vida.
Rosário Fusco nasceu em São Geraldo, mas sua família se mudou para Cataguases quando ainda era bebê.
Garoto prodígio, aos 17 anos foi o mais ativo participante da revista literária “Verde”, publicação de vanguarda editada em Cataguases entre 1927 e 1929.
Influenciada pela movimento modernista de 22, a “Verde” rompeu fronteiras e teve colaboradores de renome como Mário de Andrade, Murilo Mendes e Carlos Drummond de Andrade.
Em 1932, Fusco mudou-se para o Rio de Janeiro, onde atuou como jornalista.
O ponto alto de sua carreira, no entanto, foi também o início da discórdia que o acompanharia até o fim.
Em 1943, Rosário publicou o romance “O Agressor”. A história do contador David, personagem paranoico com mania de perseguição, trazia clara influência surrealista e foi comparada ao universo de Kafka e Dostoiévski.
Em um ensaio sobre o livro, o poeta e crítico Lêdo Ivo escreveu que o romance foi o primeiro, em língua portuguesa, a tratar do “absurdo do mundo e da vida”.
Mas pagou um preço por não se enquadrar nas correntes estéticas da época.
“O livro surge quando predominava o romance social nordestino, onde o homem é vítima da estrutura social. Já o Fusco fez um livro psicológico, marcado por forças do acaso. Não teve uma boa acolhida na época”, afirma Ivo.
Os livros posteriores de Fusco, todos de temática não realista, apenas reforçaram a marca de autor inclassificável. Apenas “O Agressor” teve mais de uma edição.
Estado novo
A política foi outra pedra no caminho do reconhecimento literário de Fusco.
Procurador do antigo Estado da Guanabara, ele colaborou com o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP), órgão oficial de propaganda do governo Getúlio Vargas durante a ditadura do Estado Novo (1937-1945).
No livro de ensaios “Política e Letras” (1940), ele escreveu que Getúlio “Vargas participará como o mais sereno e tolerante dos homens públicos do Brasil”.
O estigma de “getulista”, a partir daí, ficou colado a ele.
Para o ensaísta Aricy Curvello, de forma injusta.
“Muitos colaboraram com o Estado Novo. Acredito que Fusco sofreu mais preconceito por uma questão de inveja. Era muito charmoso e tinha grande apetite sexual.”
François acredita que tais críticas fecharam ainda mais as portas do mercado editorial para seu pai.
“Ele dizia que só seria entendido 50 anos depois de morrer. Já passaram 33 e ainda nada.”
Por MARCO RODRIGO ALMEIDA
ENVIADO ESPECIAL A CATAGUASES (MG)
Leia trechos de obras inéditas do autor “maldito” Rosário Fusco
Confira abaixo trecho do romance “VACACHUVAMOR”, livro inédito do escritor mineiro Rosário Fusco (1910-1977):
Enfim, cheguei. Quero dizer, chegamos à porteira da jurisdição da dona: atrasados mas vivos. No cebola de estimação (pertenceu a meu pai, com quem, até o relógio, aprendeu a ser correto, certo, pontual), passava de meia-noite.
Ora: justamente quando, com o par de lanchas enlameadas, eu tateava as primeiras tábuas do soalho da varanda (até aí, minha incompleta topografia dos dois elementos, posse e posseira, não me deixava ir além do sabe-como-é), ouvi o mais violento de todos os estrondos, que me sacudiu de baixo pra cima, e pôs a já estropiada montaria a debandar, espavorida, pela escorregadia e turva ladeira, relinchando como se a tivessem garroteado.
Entre campear o animal e bater, optei pelo bater, tanto mais quanto o prestante veículo (cito Quimaus:? tudo que tem veia é veículo) sabia o caminho de casa: passado o sobressalto, gerador da demarrada, não havia mais perigo de perder-se mato-a-dentro. Por cima, a vizinhança o conhecia bem: toda ela seria capaz de identificando-o, a qualquer hora o acolher e, se necessário, o tratar em minha intenção: até à minha volta e até à minha revelia. Me estimavam, me estimam. De modo que, quanto ao pior remediável, eu poderia ficar como fiquei; confiante e tranqüilo.
Um raio deveria ter despencado perto, porque clarão e estouro chegaram juntos e, com eles, a catinga de enxofre, ozona ou outro miasma qualquer, próximo ou parecido: embora de olfato mais ou menos fino, nem todo cheiro eu destaco.
Aguardando que me abrissem, tive dilatado e insopitável acesso de coqueluche: o envolvente gás me sufocava.
O aguaceiro retornou (agora, entremeado de pedradas) mas o ruído dos granizos no telhado é que (pensei) impedia a audição dos meus sucessivos murros na porta. Então, numa rapidíssima folga dos seixos e trovões, gritei um ó-de-casa (um, dez, vinte ou cinqüenta?) com o máximo poder de voz que pude.
*
Leia trecho do poema “Edital de Demissão e Ponto”, do livro “Creme de Pérolas”, obra também inédita de Fusco:
Meu caro poeta:
meta
a lira no c.
(mesmo que doa)
e vê se te aquieta.
O mundo mudou tanto que
amanhã
a lua será lixeira à toa,
privada e refúgio da terra
emudecida,
seu Orfeu.
Erra,
quem pensa que as palavras valem
hoje em dia
-pois a palavra é poesia
e a poesia morreu.
Festival de Viola de Piacatuba distribui R$15 mil em prêmio e chega na oitava edição
maio 18, 2010 by damasio
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O objetivo é resgatar as raízes musicais brasileiras e assim incentivar o intercâmbio e a troca de experiências entre músicos, compositores e intérpretes, além de contribuir para a produção e a valorização da música de Minas Gerais e de todo o país. Dessa maneira, o Festival de Viola de Piacatuba, distrito de Leopoldina, na Zona da Mata Mineira, chega em 2010 na sua oitava edição e distribui R$15 mil reais em prêmios. O festival acontece nos dias 30 e 31 de julho, já as inscrições podem ser feitas até 30 de junho. O evento é uma realização da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho, com coordenação e produção de Maria Lúcia Braga e patrocínio da Energisa, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.
O 8º Festival de Viola de Piacatuba foi dividido em duas categorias: Música Regional (30 de julho de 2010) e Música de Raiz de Viola (31 de julho de 2010). Nesta edição, serão distribuídos R$15.000,00 em prêmios, sendo, R$3.000,00 para o 1º lugar, R$2.000,00 para o 2º, R$1.000,00 para o 3º lugar, e mais R$750,00 para o melhor intérprete e a mesma quantia para o melhor violeiro. O valor é o mesmo para as duas categorias, além dos troféus.
Inscrição
As inscrições estão abertas até o dia 30 de junho de 2010 e o formulário está disponível no site do festival, que é www.festivalpiacatuba.com. A ficha de inscrição junto com o CD gravado com a música concorrente tem que ser entregue na Usina Cultural de Leopoldina – Rua Lucas Augusto, 36 – Centro – Leopoldina MG – CEP 36 700 000 ou enviadas, através dos Correios, via sedex, até 30 de junho de 2010. A música precisa ser gravada na íntegra e da forma a ser executada no festival. É necessário também enviar uma cópia datilografada/digitada da letra, assinada pelo autor e com a indicação do intérprete. O autor poderá inscrever apenas uma composição e tem que ser inédita.
Seleção
Serão escolhidas dez músicas em cada categoria. Os autores das vinte músicas selecionadas serão comunicados por telegrama ou e-mail até o dia 17 de julho de 2010. Depois disso, é preciso que os selecionados confirmem a presença no evento até o dia 19 de julho de 2010. Quem não proceder dessa maneira é desclassificado.
Todas as informações necessárias para participar do 8º Festival de Viola de Piacatuba estão disponíveis no site www.festivalpiacatuba.com ou pelos telefones: 32 – 3441-3914 ou 3447-2228.
Contato:
Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho
Assessora de Comunicação: Fernanda Brasileiro
E-mail: fernanda.brasileiro@terra.com.br
Telefones: 32 – 3421 – 4321
32 – 9977 – 1528
Lina Tâmega Peixoto lança em Cataguases novo livro de poemas
abril 16, 2010 by damasio
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Poeta mineira residente em Brasília há longos anos, Lina Tãmega Peixoto lança no Museu Chácara Dona Catarina, em Cataguasess – no sábado dia 24 de abril, a partir de 20 horas – o seu mais novo livro de poemas, “Prefácio de vida”.
“Ser mineira de Cataguases”, diz Lina, “é o que não me faz ser habitante de qualquer rua do mundo, o que me faz ser humana e permanecer ilesa, e nunca ser traída no meu jeito de viver”. Professora, poeta e crítica de Literatura, Lina Tãmega Peixoto nasceu em Cataguases, onde lançou em 1948 – ao lado de seu grande amigo, o poeta cataguasense Francisco Marcelo Cabral – a Revista Meia Pataca, um dos mais importantes veículos literários criados na cidade após a eclosão do movimento da Revista Verde em 1927.
Residente em Brasília desde os tempos pioneiros da Capital, Lina exerceu o magistério na Fundação Educacional do Distrito Federal e na Universidade de Brasília. Sim, Lina Tâmega Peixoto reside em Brasília, mas na verdade a poeta mora em muitos lugares, onde o sonho da vida habita o imaginário poético.
De sua pesquisa em Lisboa, das raízes do lirismo peninsular, resultaram diversas vertentes de estudos literários. Os poemas de Lina, que brotam de uma alma de mulher, têm poder sugestivo e beleza intrínseca. Ligada às suas vivências e às raízes mineiras, sua poesia, requintada, original e complexa, está marcada por uma funda sensibilidade e revela heranças do Surrealismo e do lirismo medieval.
Drummond & Cecília
Para Carlos Drummond de Andrade, ela “alcança a maturidade poética, não há tremura ou indecisão de traço, tudo é firme, quando necessário, sutil e sempre lúcido e ardendo de uma chama interior”. Por sua vez, diz o escritor Francisco Inácio Peixoto, um dos “rapazes da Verde”, e tio de Lina: “Sempre gostei de sua poesia, onde encontro uma linguagem mágica, que me enternece. Desde seus vagidos iniciais, você nunca me desmereceu”.
“A mão escreve o que o tempo acolhe de memórias que se desdobram em densos e delicados traços de momentos”, escreve Lina no prefácio de seu Prefácio de vida – um mais que emocionado texto onde a poeta rende tributo à sua grande amiga Cecília Meireles: “Espero que se agrupem para formar uma metáfora que represente a parte de minha vida alinhada à história de Cecília Meireles”. Diz ainda Lina em seu prefácio, pleno de sensibilidade e fina escrita: “Há muito a ser feito e organizado, para que os livros (de Cecília Meirelles) se abram para estremecidas fontes de prazer, friúme e beleza”.
A seguir, um dos poemas (“de prazer, friúme e beleza”) de Prefácio de Vida, um poema de estranha premonição, quase um oráculo da tragédia recente acontecida no Morro do Bumba, em Niterói:
IRREFLEXOS
A frescura lilás das violetas
frente às águas da tarde.
É crepúsculo nas trepadeiras da varanda.
A noite que chega mansa
transfigura os cicios das gotas
em vespas sobre as flores.
O coração alegra-se com as dores do amor
cravadas em sua forma
recortada em duas dálias rubras.
Levanta-se o forro do mundo
e a terra do céu
cai sobre a vida
– bálsamo do que se quebrou nas alturas.
Livros de Lina
Algum dia (1953)
Entretempo (1983)
Dialeto do corpo (2005) – Prêmio Lúcia Aizim da União Brasileira de Escritores
Água polida (2007)
50 poemas escolhidos pelo autor (2008)
Contato: Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho
Assessora de Comunicação: Fernanda Brasileiro
E-mail: fernanda.brasileiro@terra.com.br





