VAGAS SINE CATAGUASES
01- Padeiro
01- costureira em maquina industrial (reta, overloque, interloque).
01- costureiro em corte
01-Agente Funerário
01- Pedreiro
01- Servente de Obras
01- Eletricista de Instalação
01- Tecelão Manual
01- Vendedor Externo
01- Mecânico de ônibus
01- Montador Externo de estrutura Metálica
01- Soldador Industrial
01- Ajudante de Produção
01- Mestre de Montagem
RUA OFELIA RESENDE, 101, MENEZES – CATAGUASES (MG) 36770-000.
TEL.: (32) 3422-2584 – CNPJ: 17.702.499/0001-81
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HORARIO DE ATENDIMENTO: 8 ÀS 16H
COMPARECER AO SINE COM AS SEGUINTES DOCUMENTAÇÕES: CARTEIRA DE TRABALHO, CPF,IDENTIDADE.
Energisa ingressa na geração de energia elétrica por fonte eólica
agosto 31, 2010 by damasio
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Cataguases (MG)=– A Energisa S/A (BM&F Bovespa: ENGI3, ENGI4 e ENGI11), companhia responsável por cinco distribuidoras de energia localizadas nos estados de Sergipe, Paraíba, Minas Gerais e Rio de Janeiro, é o mais novo player no setor de geração de energia elétrica por fonte eólica no Brasil. A empresa foi uma das vencedoras na concorrência do 2º Leilão de Fontes Alternativas 2010, organizado pelo governo federal, apresentando um dos melhores resultados entre as companhias participantes.
A partir de 2013 a Energisa vai comercializar o montante de 59,7 MW médios, com potência instalada de 150 MW, ao preço de R$ 136,00 / MWh. Para esta operação, cujo período de vigência é de 20 anos, a empresa construirá cinco parques eólicos no estado do Rio Grande do Norte.
Com o novo empreendimento, a companhia praticamente atinge o seu planejamento estratégico de 200 MW em projetos de energia renovável até 2014, já que investe também em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs). Pioneira na construção de PCHs no país, a companhia trabalha atualmente na construção de três delas na bacia do Rio Grande (RJ), com capacidade total de 31 MW.
Perfil- O Grupo Energisa tem na distribuição de energia elétrica a principal base de seu negócio. Com cinco distribuidoras no Brasil – Energisa Sergipe, Energisa Paraíba, Energisa Borborema, Energisa Minas Gerais e Energisa Nova Friburgo – o grupo abrange 91.180 km² de área coberta, atendendo a 2,3 milhões de consumidores e beneficiando 6,5 milhões de habitantes em 352 municípios. Mais de 5 mil colaboradores diretos e indiretos fazem parte das suas empresas. As ações da Energisa são negociadas na Bolsa de Valores Mercadorias e Futuro de São Paulo (BM&F Bovespa) sob os códigos ENGI3, ENGI4 e ENG11 (este último é o código recentemente constituído para as Units).
Por Revista Fator
concurso II de poesia Aluados
Deixem seus poemas sobre Cataguases – de preferência digitado – no Sebo Aluados e participem desta festa de poesia!!!
Os poemas já estão sendo recebidos. Mas, pra quem ainda não poetou Cataguases, ainda poderão dar tempo à musa…
Participem!!!
Regulamento:
Prevalece a informalidade e o consenso; se necessário, apurados em reunião de interessados.
Os textos serão valorizados levando em conta sua relação com o tema Cataguases.
Textos manuscritos serão aceitos; apesar de poderem prejudicar a leitura, assim também a seu autor.
Cada poeta pode concorrer com dois poemas.
Premiação:
1º lugar: R$ 60,00 (30 em dinheiro e 30 em livros)
2º lugar: R$ 70,00 (30 em dinheiro e 30 em livros)
3º lugar: R$ 70,00 (40 em dinheiro e 30 em livros)
não estranhem, é isso mesmo! até os premios aluados!!!
Fonte: www.seboaluados.blogspot.com
PATRULHAS DO GRUPO TÁTICO
NA CIDADE DE CATAGUASES NO DIA 24/08, GRUPO TÁTICO RECEBEU INFORMAÇÕES ATRAVÉS DO TELE-ATENDENTE DA CIA DE QUE DUAS MULHERES TERIAM COMPRADO DROGAS NO BAIRRO LEONARDO E ESTARIAM DESLOCANDO PARA O CENTRO EM VEÍCULO. DE IMEDIATO FORAM LOCALIZADAS E ABORDADAS; ENCONTRADO COM UMA DAS GAROTAS DE 16 ANOS UMA PEDRA DE CRACK E OUTRA DE MACONHA QUE ESTAVAM NO TÊNIS. FORAM AS DUAS CONDUZIDAS PARA A DELEGACIA PARA DEMAIS PROVIDÊNCIAS.
AINDA NO DIA 24/08, O GRUPO TÁTICO, DURANTE PATRULHAMENTO PELA AVENIDA JOSÉ LEONARDO, AVISTARAM CERCA DE SEIS INDIVÍDUOS, DEBAIXO DE UMA ÁRVORE, LOCAL COM POUCA ILUMINAÇÃO, TODOS ENVOLVIDOS COM O TRÁFICO E CONSUMO DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTES. OS INDIVÍDUOS FORAM ABORDADOS E SUBMETIDOS A BUSCA PESSOAL SENDO ENCONTRADO COM UM DELES UMA PEDRA DE CRACK. DIANTE DOS FATOS FORAM CONDUZIDOS PARA A DELEGACIA PARA DEMAIS PROVIDÊNCIAS.
Por 146ª CIA ESP PM
PF prende 21 pessoas durante operação em MG, RJ e SP
Quadrilha era especializada na receptação de cargas roubadas, sonegação fiscal e estelionato
A Polícia Federal (PF) desmontou uma quadrilha especializada na receptação de cargas roubadas, sonegação fiscal e estelionato. Durante a Operação Sevilha foram presas 21 pessoas nos estados de Minas, Rio de Janeiro e São Paulo.
A operação foi desencadeada às 4h. Policiais federais de Juiz de Fora, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Governador Valadares e Varginha cumpriram 21 mandados de prisão, 29 de busca e apreensão, oito ordens de bloqueio de contas bancárias e 43 mandados de apreensão de veículos.
Em Minas, foram presas quatro pessoas em Juiz de Fora, duas em Visconde do Rio Branco, uma em Ubá, uma em São João Nepomuceno e outra em Belo Horizonte. No estado do Rio de Janeiro, foram seis presos em Petrópolis, um em Magé, dois em Três Rios e um em Areal. Um suspeito foi preso em São Paulo.
Leia mais:PF desmonta esquema de quadrilha de roubo de cargas
Entre os mandados de prisão, um foi expedido para José Agostinho Pires, de 69 anos, que seria o cabeça do esquema. Ele é de Juiz de Fora, mas estava preso no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) de Belo Horizonte desde junho deste ano e seria solto nesta quarta-feira (25).
O esquema funcionava assim: as empresas laranjas compravam mercadorias de fornecedores, com cheque pré-datado, mas não pagavam porque fechavam as portas. Depois repassavam os produtos para distribuidoras legalizadas que, por sua vez, vendiam ao comércio varejista por preços abaixo do mercado.
A Polícia Federal suspeita que as notas frias usadas pelas empresas laranjas eram impressas em uma gráfica de Juiz de Fora. A quadrilha tinha sedes em Fortaleza, no Ceará, Cataguases, em Minas, e no estado do Rio, nos municípios de Sapucaia, Teresópolis, Petrópolis e Paraíba do Sul.
De acordo com o delegado responsável pela operação, em Visconde do Rio Branco funcionaria um depósito para armazenar a mercadoria roubada.
Investigações continuam
Os presos foram levados para o Ceresp de Juiz de Fora. Durante todo o dia, a Operação Sevilha mudou a rotina da Polícia Federal de Juiz de Fora.
Do lado de fora, muita movimentação. A Operação Sevilha, uma alusão a uma espécie de laranja azeda, mobilizou 130 policiais de três estados. No meio da tarde, um ônibus levou as seis pessoas presas em Petrópolis, entre elas duas mulheres. Alguns produtos foram apreendidos pelos policiais. Em um caminhão, caixas com pasta de dente, sabonete, sabão em pó, DVDs, peças de veículo, óleo motor e um carrinho usado para transporte de produtos pesados.
Em dois anos e meio a quadrilha comandou seis empresas laranja: Renanda Central de Abastecimento de Produtos em Geral; Zaeler Comércio de Produtos Alimentícios; Gazzy Comércio Atacadista de Alimentos; Exata Comercial Zona da Mata, Caurb Comercial e Hora Marcada Comércio de Peças e Serviços.
Segundo a Polícia Federal, o líder que cuidava das empresas laranja é de Juiz de Fora e também está preso. A quadrilha também é suspeita de roubo de carga e de caminhões. Falsificava documentos de identidade e de propriedade de veículos.
A Polícia Federal acredita que desmantelou a quadrilha, mas as investigações continuam. O próximo passo é saber o envolvimento das distribuidoras que recebiam as mercadorias das empresas laranjas e repassavam para o comércio varejista.
Os presos serão indiciados por estelionato, receptação, formação de quadrilha, falsificação de documentos público e particular, falsidade ideológica e uso de documento falso.
INFORME
01 - Na sessão de ontem, foi aprovado o Projeto de lei 28/2010, de nossa autoria, nominada Lei Eurides Amâncio, que determina os casos para a aplicação repressão às agressões e/ou práticas discriminatórias, devido à orientação afetivo-sexual, no âmbito do Município de Cataguases.
02 – O projeto aprovado considera atos atentatórios e discriminatórios a pessoas homo afetivas a submissão a qualquer tipo de ação violenta, constrangedora, intimidativa ou vexatória de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica; proibição de ingresso ou permanência em qualquer ambiente ou estabelecimento público ou privado, devido à opção sexual.
04 – A lei a ser sancionada preverá também a vedação à proibição de homo afetivos de ingressarem ou permanecerem em estabelecimento público ou privado; adiamento injustificado, criação de sobretaxa ou impedimento de hospedagem em hotéis, motéis, pensões ou simirares; prática do ato de demissão direta ou indireta em função da orientação homo afetiva; inibição ou proibição do acesso profissional em qualquer estabelecimento público ou privado etc.
05 – As pessoas que se sentirem prejudicadas poderão recorrer às legislações federal e estadual, com base na lei ora aprovada.
Por Vanderlei Pequeno
Entrevista com o Presidente da Energisa
agosto 27, 2010 by damasio
Filed under Cidade, Leia também
O diretor-presidente da Energisa, Gabriel Alves Pereira Junior, foi entrevistado dia 30 de julho pelo radialista Newton César, no Programa Diário do Povo, transmitido pela Rádio Cataguases AM. Gabriel respondeu a várias perguntas feitas pelos ouvintes e pelo radialista, esclarecendo dúvidas comuns da população e apresentando um pouco sobre os projetos em andamento para melhoria da qualidade do fornecimento de energia elétrica na região. Gabriel comentou que a Energisa já possui um atendimento de qualidade, sendo reconhecida entre as melhores empresas do País. Ainda assim a empresa não para e os investimentos para os próximos três anos estão voltados para a melhoria dos índices de tempo médio de atendimento e de interrupções. “Para isso, a Energisa investirá R$ 70 milhões em obras de melhoria na rede até 2012. 25% desse valor é direcionado para a região de Cataguases”. O diretor-presidente falou sobre os planos do Grupo Energisa. “Fazemos parte de um grupo nacional que possui empresas aqui em Minas Gerais, na Paraíba, Sergipe e no Rio de Janeiro. Nesse sentido, a estratégia do Grupo é reforçar sua atuação em cada uma dessas regiões, de forma que possamos crescer e nos fortalecer”. Ao ser questionado sobre os planos de crescimento do Grupo voltados para geração, Gabriel falou sobre as três Pequenas Centrais Hidrelétricas que estão sendo construídas no estado do Rio de Janeiro. Destacou também que outros projetos estão em andamento, entre eles o da PCH Barra dos Carrapatos, próxima a Guarani. “Essas hidrelétricas reforçam nosso compromisso com o meio ambiente, pois são usinas de baixo impacto ambiental. Além disso, esses empreendimentos geram empregos e contribuem de forma positiva para desenvolvimento da economia das regiões onde se localizam”. Gabriel comentou, ainda, que o Grupo já está se preparando para entrar no mercado de produção de energia eólica (pelos ventos). O radialista Newton César perguntou ao diretor-presidente da Energisa sobre a interferência ambiental no fornecimento de energia elétrica. “De fato, as descargas atmosféricas aumentaram mais de 20% nos últimos três anos. Com isso, as distribuidoras de energia têm o desafio de tornar sua rede cada vez mais segura, evitando interferências. Outro ponto importante são árvores nas proximidades da rede elétrica. São necessárias parcerias constantes com as prefeituras para que a poda seja feita da maneira correta, evitando o contato com a rede elétrica”. Cultura – Sobre os investimentos em cultura realizados pela Energisa através da Fundação Cultural Ormeo Junqueira Botelho, o diretor-presidente destacou o “Festival de Samba e Botequim de Miraí”, que deverá acontecer em setembro, o “Festival Gastronômico de Piacatuba”, que aconteceu em julho e “Ver e Fazer Filmes”, que está movimentando a cidade de Cataguases. “Nossa ideia é continuar investindo em coisas de qualidade e que possam contribuir para valorizar o que Cataguases e as cidades da região naturalmente já possuem em termos de cultura. Aproveitamos essa sinergia entre o que já existe, a história e o que a Energisa pode oferecer”.
Fonte: Energisa
Polícia Civil de Cataguases prende trio suspeito de onda de assaltos
Série de roubos teria começado há cerca de um mês
A Polícia Civil de Cataguases prendeu três homens suspeitos de uma onda de assaltos na cidade. A série de roubos teria começado há cerca de um mês. Na última quarta-feira (18) foram cinco: três em Cataguases e outros dois no município de Boa Família.
Luiz Cláudio Braz Gomes, de 21 anos, Everson dos Santos, de 28, e Ediclei de Freitas Batista, de 20, eram de Muriaé e foram levados para a cadeia pública de Cataguases. Os policiais apreenderam parte do dinheiro roubado, celulares e dois veículos utilizados nos crimes.
Por MGTV Panorama
PALAVRAS E AÇÕES
Desde 2006, ano em que ocorreu o lançamento do livro A Casa da Rua Alferes e Outras Crônicas, obra que compartilhei com os escritores José Antônio Pereira, Emerson Teixeira Cardoso e José Vecchi de Carvalho, estamos trabalhando a idéia da compra pelo município do velho casarão dos Carneiros, situado na mesma Rua Alferes Henriques de Azevedo. A Crônica que dá nome ao livro é de autoria de José Vecchi, cataguasense radicado em Viçosa-MG. Trata-se de um belíssimo texto, onde o autor divaga sobre suas incursões, juntamente com os amigos, pelo quintal do velho casarão para catar, como boas crianças, os suculentos frutos que as mangueiras ali produziam em profusão. Vecchi, no texto, poetisa: “As ruas não tem dono, mas aquela não era como as demais ruas da cidade: a Rua Alferes pertencia à casa nº 30. Todos os demais moradores reverenciavam-na, guardavam-na dos intrusos, denunciavam os invasores. Era um ídolo esculpido fantasticamente, para onde todos os olhares convergiam…. Até nós, os solapadores, tínhamos a casa em alta conta; por ela conservávamos uma grande admiração e um paradoxal respeito.” Em abril de 2008, último ano da gestão Tarcísio Henriques, o município deu início ao processo de desapropriação da então já apelidada Casa da Rua Alferes. A liminar de imissão na posse provisória pelo Município foi deferida em 12 de dezembro de mesmo ano e a prefeitura, para isso, se propôs a depositar o valor de R$ 103 mil. Findado o governo anterior e transcorridos mais de 500 dias da atual administração, nada foi feito. O processo dormiu no Fórum, a Prefeitura não depositou nem um centavo e tampouco buscou qualquer negociação na Justiça. De outro lado, estava a Casa da Rua Alferes se deteriorando sob a ação do tempo e de homens, mulheres e até de colegiais que a foram utilizando para fins inconfessáveis nesta matéria. Por fim, no último dia 08 de junho deste ano, a juíza da 1ª Vara Cível, Dr. Cristina Bini Lasmar, intimou o Município para esclarecer, no prazo de 10 dias, se havia interesse no prosseguimento do processo de desapropriação. Se tivesse, deveria efetivar o depósito no valor de R$ 204 mil (uma segunda avaliação do imóvel), sob pena de revogação da liminar e extinção do processo. O Procurador Geral do Município, em petição, questionou a magistrada sobre a possibilidade de parcelamento do pagamento, mas não apresentou nenhuma proposta em termos de valores. A juíza, mostrando boa vontade em atender ao pleito da prefeitura, deferiu o a forma de pagamento em 05 parcelas mensais e consecutivas, no valor de R$ 40.800,00. Vale esclarecer que, quitadas essas parcelas, o Município teria a posse de um imóvel avaliado em mais de R$ 600 mil, no centro da cidade – a diferença seria negociada ao longo do tempo com os herdeiros-proprietários. Havia também uma proposta do IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional de restaurar a casa e instalar ali o seu escritório na cidade. Com habilidade negocial, a prefeitura poderia também utilizar o casarão, depois de restaurado, para instalar setores que hoje ocupam diversos imóveis alugados pelo Paço na cidade. No entanto, de forma inexplicável, o governo Willian, sem apresentar uma contraproposta à justiça, requereu a extinção do processo, alegando não ter “condições de suportar o parcelamento” proposto pela Juíza. A esta, não restou alternativa senão a de proferir sentença homologando a desistência do Município e extinguir o processo. Com essa decisão, é nula qualquer hipótese de preservação da Casa da Rua Alferes, um casarão cuja construção remonta ao final do século XIX e que, sem dúvida, se restaurada, integraria o nosso já rico e belo patrimônio histórico. O Governo Federal já demonstrou que reconhece a importância de Cataguases como cidade histórica, liberando a verba de R$ 29,9 milhões para a recuperação dos imóveis aqui tombados; os artistas tem considerado em suas obras o nome de Cataguases como centro produtor de Arte, Cultura e depositário de um Patrimônio Histórico invejável. É comum nos depararmos com estudantes e turistas que aqui vem conhecer o contraste entre as construções mais antigas e a arquitetura produzida na década de 40 do século passado. Os nomes de Humberto Mauro, Eva Nill, Rosário Fusco, Guilhermino César, Francisco Inácio Peixoto e tantos outros são decantados nos suplementos de Cultura do país e até em publicações de outros países. No entanto, a não apresentação de uma contraproposta à Justiça e a desistência da compra da Casa da Rua Alferes nos dá uma prova de que a gestão Willian Lobo não se sensibiliza com essas questões. Nosso prefeito até usa de certo ufanismo nos espaços de mídia. Nos primeiros dias de seu governo, ao ser entrevistado pela TV Panorama, destacou em seu discurso os aspectos histórico-culturais de Cataguases. Há alguns dias, num telão, ressaltou a importância de um festival de cinema realizado na cidade. Por outro lado, abre mão de um patrimônio que, sob controle da iniciativa privada, possivelmente, deixará de ser um “ídolo esculpido fantasticamente”, para se transformar em mais um “caixotão” a poluir a nossa poligonal histórica. Sempre que posso, recorro a uma frase do Sermão da Sexagésima, do Padre Antônio Vieira, dita ainda no ano de 1655: ” As ações, a vida, o exemplo, as obras são as que convertem o mundo.” Esse religioso, ainda nos tempos coloniais, já se sensibilizava com a nossa gente e a nossa cultura. Defendia também que aquilo que pregamos jamais deve ser dissociado da prática. A palavra sem a ação, o adjetivo sem o verbo, o sujeito sem o predicado, conduzem-nos ao vazio, à letargia. Não cria, não transforma a vida das pessoas. Remete-nos ao mundo inócuo das aparências. Quando deliberado, esse tipo de discurso deságua, inevitavelmente, no campo da hipocrisia. E foi o professor Nilton Rossi, ainda na década de 1960, que incorporando o pensamento do padre Português, nos ensinou: “As palavras movem, os exemplos arrastam!”
Por Vanderlei Pequeno


